Passageiros que voaram com médico na França podem ter contraído o ebola? Infectologista explica
França é o primeiro país fora do continente africano a ter um caso confirmado da doença
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Autoridades francesas confirmaram o primeiro caso de ebola no país. Segundo um comunicado do Ministério da Saúde, o paciente é um médico que voltou recentemente da República Democrática do Congo, que tem enfrentado uma epidemia da doença, com mais de mil casos confirmados.
O caso na França foi o primeiro identificado fora do continente africano na atual epidemia, que foi provocada por uma cepa pouco frequente. A cidade em que se encontra o paciente não foi divulgada, mas, de acordo com o ministério, ele foi devidamente isolado e as autoridades estão em busca de todos os contatos que o médico infectado teve.
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Além disso, dois casos foram descartados no Brasil. O Ministério da Saúde brasileiro ativou o plano de contingência nacional para febres hemorrágicas virais, como um meio estratégico de afastar casos de ebola no país.
Em entrevista ao Conexão Record News, a infectologista Sarah Dominique explicou que o ebola não se transmite por vias respiratórias, ou seja, ter estado no mesmo ambiente que um paciente portador da doença não é garantia de contágio. Nesse caso, segundo a especialista, os pacientes que voaram com o médico francês “podem ficar tranquilos”. Para ter contato com a infecção viral, é preciso a manipulação de sangue, fluidos corporais e urina contaminados.
Segundo Sarah, a nova cepa identificada do vírus tem uma alta taxa de mortalidade e um poder agressivo maior do que os órgãos da Saúde estão acostumados. Por isso, para a especialista, apesar de as doenças não respiratórias terem uma certa dificuldade no contágio, em um mundo globalizado, assim que o vírus sair do seu continente de origem, já deve ascender um alerta pela fácil disseminação na sociedade atual.
A análise da especialista ainda apontou que a doença se manifesta semelhante à dengue ou a uma virose, com febre alta, dor de cabeça e no corpo, sinais de hemorragias que podem levar à insuficiência renal.
“Não tem um tratamento; os tratamentos que têm ainda não têm um acesso universal, não são antivirais, são anticorpos monoclonais, que já é uma proposta de tratamento bem mais moderna [...]. Então a gente não tem um tratamento a não ser o suporte de hidratação, cuidados médicos e as drogas vasoativas para manter o paciente vivo”, enfatizou.
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