Revelação de Angelina Jolie sobre mastectomia salva vidas, diz cirurgião
Segundo médico, experiências narradas pela atriz aumentam a conscientização das pessoas
Saúde|Do R7

A recente revelação da atriz Angelina Jolie de que havia se submetido a uma dupla mastectomia preventiva de câncer de mama "já começou a salvar vidas", assegurou nesta sexta-feira (18) à Agência Efe Jay Orringer, um dos cirurgiões que participaram da operação.
A decisão de Jolie de revelar que havia feito a operação de reconstrução de mama e de compartilhar suas experiências "chamou a atenção para a necessidade do cuidado preventivo do câncer de mama", destacou Orringer, da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
O cirurgião participou nesta semana de uma conferência na Flórida sobre a conscientização a respeito a reconstrução de peito, a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e como tornar mais acessível este tipo de operação e doença.
— Sempre que alguém da coragem e da estatura de Angelina Jolie lança o assunto câncer de mama, as pessoas prestam atenção.
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Orringer opinou que as experiências narradas pela atriz "estão salvando vidas por aumentar a conscientização" das pessoas sobre a importância de se submeter a exames genéticos e exames de rotina para uma detecção precoce. Sobre o implante de próteses de silicone, explicou que é um procedimento de reconstrução da mama e que eles precisam ser examinados com regularidade e substituídos com o tempo.
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Além disso, nos casos de diagnóstico de câncer de mama ou consideração de uma operação preventiva de mastectomia, os afetados devem ser informados de "as vantagens e desvantagens dos diferentes tratamentos disponíveis".
Nesse sentido, "o conceito de uma equipe de atendimento médico é muito importante porque proporciona as melhores oportunidades para obter os melhores resultados", explicou o cirurgião residente em Beverly Hills (Califórnia).
Jolie anunciou em maio que havia se submetido a uma dupla mastectomia, consistente em extirpar os dois seios para prevenir e lutar contra o câncer de mama, por ter 87% de possibilidades de ter a doença e 50% de desenvolver um câncer de ovário.
Segundo o Centro para o Controle e Prevenção de Doenças de EUA, em 2009 foram registrados 211.731 casos de câncer de mama em mulheres, e estima-se que "uma em cada oito mulheres desenvolverá câncer de mama neste país ao longo de sua vida".
A dupla mastectomia se tornou uma opção cada vez mais recorrente entre as mulheres dos Estados Unidos, o que vem acontecendo desde a década passada, quando, por exemplo, entre 1998 e 2003, a quantidade destas operações se disparou de 1,8% a 4,5% entre mulheres com câncer de mama.
Nos últimos anos foi possível realizar diagnósticos precoces maiores e melhores do câncer de mama e houve uma grande melhora na qualidade de vida dos pacientes, durante e depois do tratamento.














