Soro experimental para tratar médicos contaminados pelo ebola chega à Libéria
Mais de 300 pessoas já morreram por causa do vírus no país
Saúde|Do R7

Doses de soro experimental, fabricado nos Estados Unidos, chegaram à Libéria para tratar dois médicos liberianos infectados pelo vírus do ebola, informou nesta quinta-feira a emissora estatal LBS.
A Libéria recebeu o medicamento, chamado de ZMapp, depois de a presidente, Ellen Jonhson Sirleaf, pedisse em 8 de agosto às autoridades americanas o envio, como parte dos esforços para combater a epidemia, que já matou 323 pessoas no país.
O soro será ministrado aos médicos Abraham Borbor e Zukunis Ireland, que foram infectados enquanto trabalhavam no hospital John F. Kennedy de Monróvia, um dos grandes centros de tratamento e isolamento para as vítimas do surto de ebola que atinge o país.
Ebola está "fora de controle" na Libéria, diz especialista da OMS
Mais um médico morre
Um médico que liderava a luta contra o ebola em Serra Leoa morreu nesta quarta-feira (13) por conta do vírus, semanas depois que outro especialista com um papel destacado nos esforços por deter a epidemia no país africano faleceu também por conta da doença.
A morte do doutor Modupeh Cole foi anunciada pelo Ministério da Saúde, segundo informou a imprensa da capital de Serra Leoa, Freetown. Formado nos Estados Unidos, Cole era um dos médicos do hospital público de Connaught, situado em Freetown e onde são tratados os doentes de ebola.
A morte de Cole é um duro golpe para o combate do surto de ebola em um país com graves deficiências de profissionais e infraestruturas, que já viu minguada sua capacidade de resposta ao vírus com a morte em julho do doutor Sheik Humarr Khan, que dirigia o dispositivo contra a epidemia.














