Três casos de doença misteriosa que deixa urina escura são investigados no CE
Se casos de mialgia aguda forem confirmados, serão os primeiros registrados fora da Bahia
Saúde|Do R7, com RecordTV e Estadão Conteúdo
Autoridades suspeitam que a doença misteriosa que já teria matado duas pessoas na Bahia chegou ao Ceará. Três pacientes de Fortaleza reclamam dos mesmos sintomas já identificados: dores musculares e urina escura. Um deles é de uma mulher que veio de Salvador, onde está havendo um surto, e os outros dois são homens do círculo de convivência da primeira.
Não foram divulgados os nomes dos pacientes, nem em quais hospitais eles estão internados. Se os casos do Ceará forem confirmados, serão os primeiros registrados fora do Estado da Bahia. Em Salvador e na região metropolitana, 52 casos de mialgia aguda foram confirmados. As autoridades também investigam se dois destes pacientes morreram em decorrência da doença.
As secretarias de Saúde do Estado e de Fortaleza estão monitorando a ocorrência considerando também os casos notificados na Bahia. De acordo com nota técnica divulgada pela Sesa (Secretaria de Saúde do Ceará), os pacientes relataram sintomas como dores musculares intensas de início súbito, principalmente na região cervical, membros inferiores e superiores e mudança na tonalidade da urina (variando entre vermelho escuro e castanho). Nenhum deles apresentou febre ou dor de cabeça.
Segundo o último informe epidemiológico sobre a doença divulgado pela Sesab (Secretaria da Saúde do Estado da Bahia), foram notificados, entre os dias 14 de dezembro e 5 de janeiro, 52 casos suspeitos de mialgia aguda nos municípios de Salvador (50), Vera Cruz (1) e Lauro Freitas (1). A média de idade dos pacientes foi de 42 anos, variando de oito a 77 anos.
As causas da doença ainda não são conhecidas. Suspeita-se de contaminação alimentar por meio da ingestão de peixe. Amostras de peixe "in natura" foram encaminhadas pela Sesab para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para investigação de metais pesados. Duas amostras de peixes consumidas por pacientes serão enviadas para análise no Alabama (EUA).
O tratamento é sintomático e não recomenda-se o uso de anti-inflamatórios.














