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Alerta do FBI aponta para hackers tentam controlar usinas de energia

Envio de emails falsos é a principal técnica para invadir redes seguras

Tecnologia e Ciência|Filipe Siqueira, do R7

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Relatório aponta para a possibilidade de hackers controlarem usinas nucleares
Relatório aponta para a possibilidade de hackers controlarem usinas nucleares

Um relatório do FBI e do DHS (Departamento de Segurança Interna) americano, publicado no último dia 20, alertou que grupos de hackers buscam assumir o controle de diversos setores do complexo industrial dos Estados Unidos, "pelo menos desde maio de 2017". Esses grupos desejam invadir e roubar detalhes do funcionamento de usinas nucleares, estações de tratamento de água, aviação, e indústria de emergência, além de perturbar o funcionamento de tais sistemas.

Apesar desse tipo de iniciativa ser conhecida pelas agências de segurança americanas, o relatório descreve o engajamento atual dos criminosos como inédito. A suspeita principal de especialistas de segurança citados no relatório, como a Symantec, são os habituais grupos criminosos patrocinados por grandes governos — como China e Rússia.


As autoridades afirmam que os grupos geralmente atacam estruturas terceirizadas e periféricas para aprender como funciona o sistema de segurança de tais instalações, geralmente "menos seguras". Essas vítimas servem como teste para que ataques contra redes maiores e mais complexas sejam empreendidas.

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Os métodos já são os largamente conhecidos, empreendidos também durante as invasões à estrutura eleitoral dos Estados Unidos, principalmente do Partido Democrata: envio de pishing por email, engenharia social e roubo de contas legítimas de funcionários.


Há ainda um outro método descrito como "altamente sofisticado", que envolve o envio de fotos com malware inseridos nela. A foto se comporta como uma imagem de alta resolução comum, mas é capaz de comprometer redes que não estejam protegidas adequadamente.

Um exemplo típico foi o compromentimento da infraestrutura da Ucrânia em em 2015, 2016 e 2017, com fortes suspeitas de grupos invasores russos.


O relatório do FBI não cita os possívels grupos por trás dos ataques ou mesmo o que pretendem de fato, mas traça um panorama do que deve ocorrer no futuro e coloca em alerta diversas instalações e departamentos do governo quanto à responsabilidade de tornar as redes mais seguras, principalmente as que cuidam de setores críticos e estratégicos da economia.

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