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Tecnologia promete agilizar análise de nutriente no solo para evitar desperdícios no campo

Técnica permite identificar a presença de fósforo de forma rápida, prática e com baixo custo

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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  • Pesquisadores da Unesp desenvolveram uma tecnologia que identifica fósforo no solo em até 45 minutos usando um smartphone e uma caixa 3D.
  • A nova metodologia reduz o tempo de análise de 12 horas para 45 minutos e utiliza menos solo e reagentes químicos, trazendo benefícios ambientais.
  • O custo do equipamento é inferior a R$ 500, e o método está sendo aprimorado para monitorar a contaminação de rios e reservatórios.
  • A expansão do uso para produtores rurais está em andamento, com planos de buscar empresas para comercializar o equipamento em larga escala.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pesquisadores da Unesp desenvolveram uma nova tecnologia que promete transformar o processo de análise de solo, ferramenta essencial para aumentar a produtividade e evitar desperdícios no campo. A técnica permite identificar a presença de fósforo de forma rápida, prática e com baixo custo.

Desenvolvida no interior de São Paulo, essa inovação utiliza equipamentos simples e acessíveis para realizar testes diretamente nas propriedades agrícolas em menos de uma hora. A análise revela a disponibilidade de nutrientes no solo e é fundamental para que o produtor faça as correções necessárias e evite a degradação da área.


Imagem de laboratório com uma pipeta depositando líquido em uma placa transparente com vários compartimentos, ao lado de um tubo de ensaio, em ambiente iluminado por luz azul.
Inovação reduz tempo de análise de 12h para cerca de 45 minutos Reprodução/Record News

“O fósforo é um elemento macro primário muito importante para a produção, e ele não é móvel no solo, difícil de controlar e de se avaliar, então seria perfeito ter um controle mais regular do fósforo aqui na lavoura”, diz o engenheiro agrônomo Lucas Delpasso.

A metodologia desenvolvida pela Unesp utiliza uma caixa fotográfica impressa em 3D, combinada a um smartphone, para determinar os níveis de fósforo. Além de reduzir o tempo de análise de 12h para cerca de 45 minutos, a inovação também traz benefícios ambientais, já que utiliza dez vezes menos solo e dez vezes menos reagentes químicos em comparação ao procedimento convencional.


Com um custo de equipamento inferior a R$ 500 — menos de R$ 1 por teste —, o método está sendo aprimorado para o monitoramento ambiental de rios e reservatórios, com o objetivo de controlar a contaminação por excesso de fósforo.

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A expansão do uso para produtores rurais já está em andamento. Segundo Arnaldo Cardoso, professor do Instituto de Química da Unesp, “o próximo passo é buscar empresas que se interessem por comercializar esse tipo de equipamento, produzir isso em larga escala e deixar acessível aos produtores”.

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