Alto custo da corrida da IA pode pressionar a inflação global e falir empresas
Concorrência entre EUA e China por IA mais avançada é ‘praticamente uma guerra fria 2.0′, diz especialista
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Bilhões são gastos diariamente para suportar o progresso da inteligência artificial. Os avanços são notáveis e chegam a até mesmo preocupar alguns analistas. Para o advogado especialista em direito digital, Luiz Augusto D’Urso, entretanto, a análise é simples. Em uma competição global para se ter o modelo mais avançado de todos, “quem investe mais sai na frente; o problema é pagar a conta”.
Balanços de Big Techs e de bancos centrais do mundo inteiro trazem previsões assustadoras para o mercado. Os valores exorbitantes necessários para extrair os minerais críticos, que depois serão transformados em chips de memória, para então fazerem parte de data centers que consomem uma energia equivalente a milhares de casas, poderiam pressionar a inflação global e falir diversas empresas.

“O preço não é concreto, pode ser que ele não aconteça, mas eles precisam colocar no balanço. [...] A tecnologia em si não é cara, [...] o maior preço está na infraestrutura, está nos data centers [...] e também conseguir resfriar as altas temperaturas que todo esse processamento exige”, explicou D’Urso durante o Conexão Record News desta terça-feira (28).
Para ele, o impacto econômico da corrida da inteligência artificial pode ser maior do que o avanço tecnológico em si, mas esta é uma aposta que as principais potências mundiais, China e Estados Unidos, estão dispostas a fazer. “Nós estamos praticamente numa guerra fria 2.0 agora pela inteligência artificial, envolvendo, nesse caso, dessa vez, a China ao invés da União Soviética”.
Boicotes e sanções são aplicadas por ambos os lados, que tentam desacelerar o outro para terminarem como vencedores. “Não à toa, a Nvidia, que é uma das empresas mais importantes para desenvolver os chips utilizados para processamento da IA, estava proibida de mandar os chips de última geração para a China”. Os investimentos não param e a conta continua a crescer.
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