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Alto custo da corrida da IA pode pressionar a inflação global e falir empresas

Concorrência entre EUA e China por IA mais avançada é ‘praticamente uma guerra fria 2.0′, diz especialista

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Especialista Luiz Augusto D’Urso afirma que na corrida pela IA mais avançada, "quem investe mais sai na frente", mas o desafio é arcar com os custos.
  • Os altos investimentos em IA podem pressionar a inflação global devido aos custos de extração de minerais e construção de data centers.
  • A competição entre China e EUA pela supremacia em IA é comparada a uma "guerra fria 2.0", com boicotes e sanções sendo aplicados.
  • Empresas como a Nvidia enfrentam restrições nas exportações de chips de última geração para a China, evidenciando a tensão global.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Bilhões são gastos diariamente para suportar o progresso da inteligência artificial. Os avanços são notáveis e chegam a até mesmo preocupar alguns analistas. Para o advogado especialista em direito digital, Luiz Augusto D’Urso, entretanto, a análise é simples. Em uma competição global para se ter o modelo mais avançado de todos, “quem investe mais sai na frente; o problema é pagar a conta”.

Balanços de Big Techs e de bancos centrais do mundo inteiro trazem previsões assustadoras para o mercado. Os valores exorbitantes necessários para extrair os minerais críticos, que depois serão transformados em chips de memória, para então fazerem parte de data centers que consomem uma energia equivalente a milhares de casas, poderiam pressionar a inflação global e falir diversas empresas.


Previsões de custo podem não acontecer, mas já preocupam investidores e economistas Reprodução/Record News - 30.10.25

“O preço não é concreto, pode ser que ele não aconteça, mas eles precisam colocar no balanço. [...] A tecnologia em si não é cara, [...] o maior preço está na infraestrutura, está nos data centers [...] e também conseguir resfriar as altas temperaturas que todo esse processamento exige”, explicou D’Urso durante o Conexão Record News desta terça-feira (28).

Para ele, o impacto econômico da corrida da inteligência artificial pode ser maior do que o avanço tecnológico em si, mas esta é uma aposta que as principais potências mundiais, China e Estados Unidos, estão dispostas a fazer. “Nós estamos praticamente numa guerra fria 2.0 agora pela inteligência artificial, envolvendo, nesse caso, dessa vez, a China ao invés da União Soviética”.


Boicotes e sanções são aplicadas por ambos os lados, que tentam desacelerar o outro para terminarem como vencedores. “Não à toa, a Nvidia, que é uma das empresas mais importantes para desenvolver os chips utilizados para processamento da IA, estava proibida de mandar os chips de última geração para a China”. Os investimentos não param e a conta continua a crescer.

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