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Associação de consumidores convoca internautas a lutarem pelo WhatsApp

Proteste lançou a hashtag #NãoCalemOWhatsapp e propõe abaixo-assinado

Tecnologia e Ciência|Do R7

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A Proteste Associação de Consumidores divulgou uma nota convocando os internautas a lutarem pelo WhatsApp. De acordo com a entidade sem fins lucrativos, "as operadoras estão querendo nos impedir de usar os serviços de voz". Uma decisão judicial da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo (SP) determinou que o serviço seja bloqueado por 48 horas, a partir desta quinta-feira (17).

Em nota, a associação afirma que o bloqueio desrespeita a garantia de neutralidade da rede garantida pelo Marco Civil da Internet e prestação adequada do serviço, em prejuízo de milhões de consumidores.


— Vamos lutar por nosso direito de usar o WhatsApp e outros aplicativos de voz.

A Proteste afirma que, mesmo utilizando o número de celular do usuário, o serviço de voz do WhatsApp é oferecido por meio da internet. Ou seja, os dados enviados não podem ser considerados como uma ligação tradicional.


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"Não podemos ser prejudicados pelo interesse das operadoras", diz o comunicado oficial da associação. Na página oficial da entidade, existe um abaixo-assinado pedindo investigação à 3ª Câmara de Consumidor e Ordem Econômica da Procuradoria-Geral da República por práticas comerciais contra o Marco Civil da Internet por parte das operadoras.


Para assinar a petição, basta acessar o site da Proteste

Operadoras negam envolvimento


De acordo com a Sinditelebrasil, as operadoras irão cumprir a determinação, mas não têm relação com o processo. De acordo com o especialista ouvido pela reportagem do R7, é praticamente impossível realizar o bloqueio do WhatsApp no Brasil.

No mundo, o WhatsApp é utilizado por cerca de 900 milhões de pessoas e, aqui no Brasil, 93% dos usuários da internet utilizam o serviço de mensagens, segundo a pesquisa feita pela CONECTA, a plataforma web do IBOPE Inteligência Matéria, em 2015.

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