Rios baixam e desalojados por inundações na Argentina caem para 2 mil
Tecnologia e Ciência|Do R7
Buenos Aires, 14 ago (EFE).- A situação na província de Buenos Aires, que sofre com fortes inundações, melhorou nesta sexta-feira com uma pausa nas precipitações e a baixa do leito dos rios, o que permitiu a alguns desalojados retornarem para suas casas. Após pouco mais de uma semana de temporais, os moradores começam a retornar a suas casas nas localidades portenhas mais afetadas, como Salto e Luján, graças à diminuição do nível das águas dos rios transbordados, segundo explicou a Efe o diretor de Defesa Civil provincial, Luciano Timerman. Os esforços se concentram agora nas tarefas de limpeza e em garantir o retorno de dois mil desalojados às suas casas. "A água já está descendo e agora começa a tarefa mais difícil, que é conter os afetados quando a água baixa e acompanhar cada família no retorno a sua casa, o que é uma situação bastante traumática", declarou hoje o secretário de Segurança argentino, Sergio Berni, em declarações a rádio "Splendid". As chuvas, que começaram no último dia 5, deixaram três mortos em todo o país, e as inundações suscitaram uma tempestade política, com o governador da província de Buenos Aires e aspirante governista à presidência, Daniel Scioli, como principal alvo das críticas. "A prioridade é a volta para casa e que as pessoas recuperem o que perderam", disse hoje Scioli, em breves declarações à imprensa local. O governador da província de Buenos Aires, grande vencedor das primárias presidenciais de domingo, retornou ontem mais cedo de uma viagem pessoal à Itália, diante da avalanche de críticas que recebeu por estar ausente em uma situação de emergência. Scioli justificou a decisão de voar para fazer "consultas médicas depois do esforço extenuante" realizado durante a campanha eleitoral, que o levou "ao limite do minha dor", em referência à amputação de seu braço de direito por um acidente de moto aquática, em 1989. Ao retornar, o governador declarou a emergência hídrica e anunciou ajudas para os afetados, complementares às oferecidas já na quarta-feira pelo governo argentino. Oposição e opinião pública questionam, além disso, a gestão de Scioli durante oito anos à frente da província mais rica e mais populosa da Argentina, que em menos de um ano viveu dois episódios de graves inundações e que precisa de importantes obras públicas para limpar os leitos e melhorar o desaguamento dos rios. De acordo com as estimativas oficiais, pelo menos 10 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas durante os momentos mais graves estas recentes inundações. EFE ngp/lnm














