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Confira os nomes das testemunhas convocadas a depor na CPI da 123milhas na próxima terça

Colegiado vai ouvir de novo os sócios-administradores da empresa; investigações mostram mais de 1 milhão de clientes lesados

Brasília|Camila Costa, do R7, em Brasília

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Serviço prejudicou mais de 1 milhão de clientes
Serviço prejudicou mais de 1 milhão de clientes

A CPI das Pirâmides Financeiras, na Câmara dos Deputados, vai ouvir novamente, nesta terça-feira (3), os sócios-administradores da 123milhas, Ramiro Júlio Soares Madureira e Augusto Júlio Soares Madureira. Também vai depor Cristiane Soares Madureira do Nascimento, sócia e administradora da Novum Investimentos Participações, empresa sócia da agência de viagens. Os três estão na lista de convocados como testemunhas das operações realizadas pela empresa, que lesou mais de 1 milhão de pessoas. A CPI encerra os trabalhos em 11 de outubro.

Os sócios vão depor pela segunda vez a pedido do presidente do colegiado, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). Na análise do parlamentar, há indícios de que a empresa realizou um esquema ilegal de pirâmide financeira. O relator da CPI, deputado Ricardo Silva (PSD-SP), já chegou a dizer que a empresa apresenta indícios de fraude desde 2019, quando foi inaugurada.


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Entenda o caso

A agência de viagens 123milhas anunciou em 18 de agosto que não emitiria as passagens "flexíveis", com preço promocional da linha Promo, para viagens entre setembro e dezembro de 2023, e que ressarciria os clientes com um voucher, sem a opção de devolução em dinheiro.

O comparecimento de sócios e diretores da 123milhas à CPI ocorreu depois de os depoentes terem faltado em duas ocasiões, e o presidente da CPI ter anunciado que havia requerido à Justiça a condução coercitiva deles.


A primeira convocação estava marcada para 29 de agosto, mas os empresários e diretores não compareceram à sessão sob o argumento de que não foram formalmente intimados. Após terem sido reconvocados, alegaram ter uma reunião agendada no mesmo horário com o ministro do Turismo, Celso Sabino.

Em 6 de setembro, Ramiro Madureira, sócio e administrador da empresa, compareceu à CPI e pediu desculpas aos clientes lesados. Também negou a ilegalidade das operações. "Importante dizer que nós não somos uma pirâmide. Somos uma agência de viagens online que vende pacotes, passagens, hotéis e que, nos últimos anos, embarcou mais de 18 milhões de passageiros", disse, ao citar o fato de que a "linha Promo fez reduzir drasticamente custo com marketing", afirmou o depoente durante a primeira oitiva.

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