Cristina Kirchner será operada nesta terça-feira de hematoma no cérebro
A presidente da Argentina apareceu em público com o rosto cheio de manchas
Internacional|Do R7, com agências internacionais

A presidente argentina Cristina Kirchner será submetida nesta terça-feira (8) a uma cirurgia para a retirada de um hematoma situado entre o crânio e o cérebro causado por um traumatismo craniano, informou em comunicado o centro médico Fundação Favaloro, um dos maiores centros médicos da Argentina.
— A presidente apresentou no domingo um formigamento em seu braço esquerdo (...) registrando uma transitória e leve perda de força muscular em seu membro superior. É indicada a intervenção cirúrgica que consiste na retirada do hematoma.
Kirchner realizou hoje novos exames depois do diagnóstico de traumatismo craniano que provocou um hematoma subdural crônico, segundo informou o governo no fim de semana.
"Os hematomas subdurais acontecem quando se acumula sangue no espaço subdural, entre as membranas do cérebro, e os sintomas aparecem entre a semana e um mês depois do traumatismo", explicou o médico Fernando Iglesias.
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A presidente argentina sofreu vários episódios de hipotensão nos últimos anos que a obrigaram a suspender atividades oficiais.
Em janeiro de 2012, menos de um mês depois de ter iniciado o segundo mandato, a chefe de Estado foi submetida a uma operação de extirpação da glândula tireoide, mas os médicos constataram que ela não sofria de câncer como havia sido diagnosticado inicialmente.
O período de repouso envolve as importantes eleições legislativas de 27 de outubro, que marcam a metade de seu segundo mandato, que vai até 2015.
A presidente Kirchner participava de vários eventos relacionados à votação, após a derrota de seu principal candidato nas primárias que consagraram os postulantes para as eleições parlamentares.
O traumatismo craniano foi sofrido em 12 de agosto, um dia depois das primárias. Suas circunstâncias não foram divulgadas pelo governo.
Em caso de enfermidade presidencial, a Constituição prevê que o vice-presidente assuma como interino. Nesse caso, a autoridade recai sobre Amado Boudou, de 50 anos, ex-ministro da Economia de Cristina Kirchner, entre 2009 e 2011.














