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Família da jovem indiana pede pena de morte para estupradores

"Queremos que todos os acusados sejam enforcados", diz irmão da estudante morta após estupro coletivo

Internacional|Do R7

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No último dia do ano, protestos contra o estupro coletivo que levou à morte da indiana de 23 anos seguem por toda a Índia
No último dia do ano, protestos contra o estupro coletivo que levou à morte da indiana de 23 anos seguem por toda a Índia AMIT DAVE/REUTERS

A família da estudante indiana vítima de um estupro coletivo disse nesta segunda-feira (31) que não descansará até que os assassinos da jovem sejam enforcados, enquanto a polícia finalizou sua investigação e as acusações serão apresentadas contra os suspeitos nesta semana.

"A luta acaba de começar. Queremos que todos os acusados sejam enforcados e lutaremos até o fim para isso", declarou o irmão da jovem de 23 anos ao jornal Indian Express.


A estudante de fisioterapia, que planejava se casar em fevereiro, morreu no sábado (29) em um hospital de Cingapura pelos ferimentos causados pelos homens que a estupraram e espancaram em um ônibus em Nova Déli.

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O corpo da vítima, de família pobre, foi cremado no domingo (30) em Nova Déli, de acordo com os rituais hindus.

No dia 16 de dezembro, a jovem e seu namorado voltavam do cinema em um ônibus, onde seis homens a estupraram e a agrediram sexualmente com uma barra de ferro para depois lançá-la do veículo.


Seu namorado, um engenheiro de 28 anos, também sofreu graves ferimentos depois de ser atacado e lançado na estrada.

Familiares disseram ao jornal The Indian Express que o jovem participou de uma rodada de identificação de suspeitos em Tihar, uma prisão de segurança máxima de Nova Déli.


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Seus agressores enfrentam a pena de morte, que na Índia é executada na forca, embora este país não costume aplicar esse tipo de sentença.

Em uma entrevista concedida ao mesmo jornal, o pai da jovem expressou sua angústia após a divulgação de sua morte.

— É muito doloroso. Não consegui voltar a entrar em seu quarto. Ela nasceu nesta casa. Seus livros, suas roupas, tudo está ali.

A família vive pobremente em um apartamento perto do aeroporto de Déli, onde o pai trabalha depois de ter vendido suas escassas terras agrícolas para financiar os estudos da filha, segundo parentes.

A polícia de Déli, por sua vez, assegurou que sua investigação estava quase completa, à espera da chegada do relatório da necrópsia dos médicos de Cingapura, das conclusões dos especialistas forenses e das acusações, que serão divulgadas na quinta-feira.

"Corresponde ao tribunal decidir quando o julgamento começará", disse o porta-voz da polícia, Rajan Bhagat.

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