Farc usam redes da Al Qaeda para introduzir cocaína na Europa, afirma jornal marroquino
Lucro da venda de drogas está sendo utilizado para a compra de armas
Internacional|Do R7
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) tentam introduzir cocaína na Europa através do Sahel, e para isso se apoiam nas redes da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) ativas na fronteira entre Argélia, Mali e Mauritânia, revelou nesta terça-feira o jornal marroquino Al Massae.
O jornal, que cita um relatório policial, explica que as Farc usam o Sahel como plataforma de saída para chegar até a Europa, com passagem prévia por Argélia e Marrocos.
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Segundo a fonte, a AQMI cobra das Farc um "imposto" de 15% sobre o valor da cocaína para garantir a passagem segura pelas vias que controla na vasta área que começa no Saara Ocidental e chega até o norte do Mali, passando por Mauritânia e Argélia.
Esta suposta conivência entre as Farc e a AQMI já se materializa em um tráfico mais intenso de armas nessa região, supostamente procedentes das receitas do narcotráfico.
Os relatórios sobre a atividade de máfias de cocaína latino-americanas na região não são novos e no último mês de setembro, após a aparição de um carregamento recorde de 226 quilos de cocaína em uma estrada do Marrocos, a polícia apontou para a cumplicidade entre redes de cocaína e de haxixe.
As primeiras, de procedência latino-americana, trocam carregamentos de cocaína em alto-mar, em algum ponto não longe das Ilhas Canárias, por fardos de haxixe fornecidos por provedores marroquinos.








