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Morre Nobel de Medicina Christian De Duve, pesquisador das células

O bioquímico escolheu morrer por eutanásia, depois de ver sua saúde piorar muito nos últimos meses

Internacional|Do R7

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De Duve iniciou seus estudos pesquisando a insulina e depois se concentrou em bioquímica
De Duve iniciou seus estudos pesquisando a insulina e depois se concentrou em bioquímica BRUNO ARNOLD/AFP

O bioquímico Christian De Duve, premiado com o Nobel de Medicina em 1974 por suas descobertas sobre a estrutura e o funcionamento da célula, morreu no sábado (4) aos 95 anos na Bélgica, foi divulgado nesta segunda-feira (6).

O jornal Le Soir afirma que, segundo parentes do cientista, De Duve escolheu morrer por eutanásia, depois de ver sua saúde piorar muito nos últimos meses.

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De Duve será cremado "na mais estrita intimidade" e será organizada uma homenagem pública em memória do cientista no dia 8 de junho.

O primeiro-ministro belga, Elio di Rupo, prestou homenagem a um cientista "excepcional, cujo trabalho representou grandes avanços para a medicina" e a um homem "comprometido, que estava ansioso para contribuir com o progresso humano", segundo um comunicado do governo do país.

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O cientista iniciou seus estudos pesquisando a insulina, depois se concentrou em bioquímica e, particularmente, em revelar os segredos das células, um trabalho que levou ao reconhecimento com o Nobel de Medicina em 1974.

De Duve nasceu Thames Ditton (Reino Unido) em 2 de outubro de 1917, filho de pais belgas refugiados no país durante a Primeira Guerra Mundial, que retornaram à Bélgica em 1920, onde se instalariam na Antuérpia, capital econômica do país. 

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