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Internacional

18/4/2013 às 16h27 (Atualizado em 18/4/2013 às 17h09)

Sósia de Elvis é acusado formalmente de "ameaçar matar" Obama e pode pegar até 15 anos de cadeia

Paul Kevin Curtis enviou carta ao presidente americano contendo ricina, uma substância que pode matar

EFE

As autoridades federais dos Estados Unidos acusaram nesta quinta-feira (18) Paul Kevin Curtis, detido ontem por enviar cartas com uma  substância letal ao presidente Barack Obama e a um senador, de ameaçar "matar ou provocar dano físico ao presidente".

O Departamento de Justiça informou em comunicado que as acusações impostas a Curtis podem lhe render uma pena de até 15 anos de prisão, multa de R$ 1 milhão e três anos de liberdade supervisionada.

Espera-se que Curtis compareça hoje perante um juiz federal do Tribunal do Distrito em Oxford, no Estado do Mississipi, para a leitura das acusações.

O suspeito é um imitador de Elvis Presley que enviou as cartas a Obama e a um senador republicano pelo Mississipi, Roger Wicker.

Os envelopes teriam partido em 8 de abril de Memphis (Tennessee), cidade onde o "rei do rock" morreu.

Curtis, de 45 anos, foi detido na quarta-feira (17) pelo FBI e pela polícia local em sua casa de Corinth, muito perto de Tupelo (Mississipi), cidade natal de seu ídolo.

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A primeira acusação contra Curtis é de "depositar conscientemente no correio e para sua entrega desde qualquer escritório postal qualquer carta, papel, escrito ou documento que contenha ameaças de tirar a vida ou prejudicar fisicamente o presidente dos Estados Unidos".

A segunda é de "depositar conscientemente e provocar a entrega por parte do Serviço Postal de acordo com os endereços especificados, comunicações dirigidas a outras pessoas e que contenham uma ameaça para ferir a pessoa ou outros".

Segundo o documento de acusação, obtido pela agência de notícias EFE e assinado pelo FBI e pelo Serviço Secreto, as cartas dirigidas a Obama, ao senador Wicker e uma terceira enviada a um juiz no Mississipi continham o mesmo texto: "Ninguém queria me escutar antes. Continua havendo 'peças desaparecidas'. Pode ser que agora tenha sua atenção, inclusive se isso significar que alguém deve morrer".

O texto continua: "Isto deve parar. Ver algo incorreto e não expô-lo é se transformar em um aliado silencioso de sua continuação".

Curtis foi descrito por conhecidos e meios de imprensa locais como apreciador das teorias de conspiração, e uma experiência no necrotério do hospital local em Tupelo o levou a assegurar que tinha descoberto uma conspiração para vender partes de corpos humanos em um mercado negro.

"Estou na primeira linha oculta de uma guerra secreta", escreveu Curtis na madrugada da quarta-feira em sua página do Facebook, de acordo com o jornal local Northeast Mississipi Daily Journal.

"Uma guerra que está gerando bilhões de dólares para organizações e gente corrupta e relacionada com a máfia [o mercado negro que coleta ossos, tecidos, órgãos e partes do corpo humano]", acrescentou o suspeito, que, segundo agentes locais, enviou mais cartas a autoridades nos últimos anos.

Após realizar várias análises, as autoridades americanas determinaram hoje que a carta enviada a Wicker continha efetivamente ricina, enquanto ainda não são conhecidos os resultados definitivos da carta dirigida a Obama, que deu positivo em um primeiro teste por essa mesma substância potencialmente mortal.

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