Minas Gerais

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21/12/2013 às 00h30

Exame de DNA identifica suspeito de estupro e morte de universitária

Déborah Oliveira, de 18 anos, foi assassinada há quatro meses em Itajubá, no sul de Minas

Felipe Rezende, do R7

Universitária Itajubá Facebook/Reprodução

Depois de quatro meses de investigações, a Polícia Civil identificou o suspeito de estuprar e assassinar a universitária Déborah Oliveira, de 18 anos, em Itajubá, no sul de Minas Gerais. O homem, que não teve o nome revelado, já estava preso por outro crime sexual.

Segundo o delegado Pedro Henrique Rabelo o suspeito cumpria pena desde 2011 por furto e roubo. Ele deixou a cadeia entre os dias 10 e 16 de agosto no indulto do Dia dos País. No dia 13, matou a jovem por estrangulamento.

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A estudante teria visto o criminoso arrombar uma casa em construção. A delegada e perita criminal Roselle Soglio, que acompanha o caso, afirma que Déborah “implorou pela vida”.

— Ele levou ela para dentro da obra inicialmente para roubar o celular e dinheiro, mas resolveu estuprá-la. Ela pediu para que ele não a matasse, mas foi estrangulada.

O detento retornou para a cadeia no dia 16. No dia 30 ele foi solto e cometeu três assaltos e um estupro. Conforme a polícia, o suspeito já estava sendo monitorado.

— A prisão dele foi decretada novamente em função do estupro. Ele confessou todos os crimes, menos o da Déborah.

O resultado do exame de DNA confirmou que o homem foi o autor do estupro e do homicídio da universitária. Em um novo depoimento, ele afirmou ter matado a jovem. A polícia agora investiga se ele agiu sozinho.

Sigilo

De acordo com Roselle, que foi contratada pela família da vítima, o delegado pediu sigilo absoluto no inquérito, o que impede que ela acompanhe os trabalhos. A perita pretende entrar com um pedido para poder continuar participando da investigação.

— É um absurdo que a família não possa ter conhecimento do que está acontecendo.

A reconstituição do crime deve ser feita nos próximos dias. O suspeito, que já estava preso pelo estupro cometido quando ganhou a liberdade, agora vai responder também pela morte da jovem.

Entenda o caso

O corpo de Déborah, que cursava o 2º período do curso de Sistemas de Informação na Unifei (Universidade Federal de Itajubá) foi encontrado no final da tarde do dia 15 de agosto, com sinais de estrangulamento, dentro de uma construção na alameda Boa Esperança, via que faz a ligação entre os bairros BPS e Morro Chic. O local é considerado perigoso. Funcionários da universidade chegam a recomendar que os estudantes não passem sozinhos pela alameda, que é isolada e com pouca movimentação durante a noite.

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