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Sob protestos, Pezão defende medidas de corte de gastos na reabertura de sessões do Legislativo

Oposição criticou ajuda a grupos econômicas

Rio de Janeiro|Do R7

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Além de deputados da oposição, funcionários de fundações que de devem ser extintas também manifestaram
Além de deputados da oposição, funcionários de fundações que de devem ser extintas também manifestaram

Manifestações fora e dentro da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Foi dessa forma que servidores públicos e deputados receberam o governador Luiz Fernando Pezão na abertura dos trabalhos do legislativo nesta terça (2). Pezão apresentou um projeto de lei com 12 itens para cortar gastos e melhorar a arrecadação do Estado. Entre eles, está a extinção de fundações. Funcionários desses órgãos estenderam faixas nas galerias da assembleia como protesto.

Segundo o governo estadual, as propostas pretendem reduzir a dependência dos royalties do petróleo e enfrentar o déficit do Rioprevidência. O governo do Rio ainda diz que, se todas as medidas forem aprovadas, haveria economia de R$ 13,5 bilhões ao ano.


O projeto prevê que Judiciário, Legislativo e Ministério Público sejam responsáveis pelo recolhimento ao Rioprevidência de seus servidores. Hoje, o Tesouro estadual paga 3% dos 22% da contribuição patronal dos outros poderes.

O Executivo ainda propõe o aumento da contribuição dos servidores e do Estado para o fundo previdenciário. No caso do servidor, a contribuição sobe dos atuais 11% para 14% e, para o Estado, de 22% para 28%. Segundo o governo, a medida possibilita reestruturação do déficit previdenciário e reduz o atual impacto do déficit do Rioprevidência que, somente em 2015, chegou a R$ 10 bilhões.


De acordo com o secretário estadual de Fazenda, Julio Bueno, as medidas enviadas à Alerj estão divididas em quatro blocos: Previdência, desvinculação, pessoal e institucional. Ele explica que, a partir do último trimestre de 2014, houve uma mudança na arrecadação do Estado, provocada pela forte queda nos preços do petróleo, setor que representa 30% do PIB do Estado.

— O governo do Estado gerou quase R$ 13 bilhões de receitas extraordinárias em 2015. Essas receitas foram fundamentais para gerar recursos para compensar a queda de 38% nas receitas de royalties em comparação com o ano anterior e, ainda, o recuo de 10%, em termos reais, na arrecadação de ICMS.

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