Testemunha é dispensada e antropóloga é a segunda a prestar depoimento no julgamento de Gil Rugai
Irmão do réu, Léo Rugai, também deve ser ouvido pelo júri nesta quarta
São Paulo|Do R7
O depoimento do contador José Eugenio Moura, irmão do primeiro contador a depor nesta quarta-feira (20), foi dispensado pela defesa de Gil Rugai. Ele seria a segunda pessoa a depor durante o terceiro dia de julgamento do ex-seminarista. Com isso, o júri começou a ouvir, por volta das 12h, o depoimento da antropóloga Ana Lucia Pastore.
O terceiro dia de julgamento começou com o depoimento de Edson Tadeu de Moura, contador da empresa do pai do réu e vítima do crime, Luiz Carlos Rugai. Em seu depoimento, Moura negou que tenha havido desvio de dinheiro na firma antes do pai de Gil Rugai ter sido assassinado.
O irmão do réu, Léo Rugai, também deve ser ouvido pelo júri nesta quarta-feira. Das testemunhas convocadas pela defesa, apenas o perito Alberi Espindola já foi ouvido na noite desta terça-feira (19). Em seu depoimento, ele apontou novas supostas falhas na perícia.
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Relembre o caso
O publicitário Luiz Carlos Rugai, 40 anos, e sua mulher, Alessandra de Fátima Troitino, 33 anos, foram assassinados a tiros dentro da casa onde moravam em Perdizes, zona oeste de São Paulo no dia 28 de março de 2004.
Alessandra foi baleada cinco vezes na porta da cozinha, segundo laudo da perícia. Luiz Carlos teria tentado se proteger na sala de TV. A pessoa que entrou no imóvel naquela noite arrombou a porta do cômodo com os pés e disparou quatro vezes contra o publicitário.
O comportamento aparentemente frio de Gil Rugai, na época com 20 anos, ao ver o pai e a madrasta mortos chamou a atenção da polícia, que passou a suspeitar dele.
Os peritos concluíram que a marca encontrada na porta arrombada era compatível com o sapato de Rugai, que, ao ser submetido pela Justiça a radiografias e ressonância magnética, teria apresentado lesão no pé direito.
Na mesma semana do duplo homicídio, os policiais encontram no quarto do rapaz, um certificado de curso de tiro e um cartucho 380 deflagrado, o mesmo calibre da arma usada no assassinato do casal.
As investigações apontaram ainda que ele teria dado um desfalque de R$ 228 mil na empresa do pai, a Referência Filmes, falsificando a assinatura do publicitário em cheques da firma. Poucos dias antes do assassinato, ele foi expulso de casa.
Um ano e três meses após o duplo homicídio, uma pistola foi encontrada no poço de armazenamento de água de chuva do prédio onde o rapaz tinha escritório, na zona sul. Segundo a perícia, seria a mesma arma de onde partiram os tiros que atingiram as vítimas.
Rugai responde pelo crime em liberdade e será julgado por duplo homicídio qualificado por motivo torpe.















