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Acordo Mercosul-UE deve impulsionar exportações do agro brasileiro com foco sustentável

‘Há uma intenção clara de avançar’, diz professor sobre adoção de padrão de sustentabilidade

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O acordo entre o Mercosul e a União Europeia visa aumentar as exportações brasileiras em até US$ 1 bilhão no primeiro ano.
  • Foco principal do tratado é a adoção de padrões globais de sustentabilidade.
  • Desafios incluem divergências na aplicação de critérios de sustentabilidade devido a diferenças climáticas e práticas agrícolas entre Brasil e Europa.
  • Professor Daniel Vargas destaca que a colaboração mútua pode transformar desafios em oportunidades únicas para o Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia deve impulsionar as exportações brasileiras em até US$ 1 bilhão no primeiro ano de vigência. Um dos principais focos do tratado é a adoção de padrões globais de sustentabilidade.

Em entrevista ao Record News Rural desta terça-feira (5), Daniel Vargas, professor da FGV Direito Rio e da Escola de Economia da FGV em São Paulo, analisou os desafios e as oportunidades que surgem com essa nova dinâmica comercial.


Durante viagem à Europa, Vargas observou que a região está cada vez mais atenta às questões ambientais por três motivos: mudanças políticas recentes, acordos internacionais e uma crescente incorporação das exigências ambientais nas economias europeia e global.

“Há uma intenção muito clara de avançar na definição desses protocolos, ou dessas métricas, metodologias, que sirvam como referência para as políticas públicas, para os investimentos, para as ações que são tomadas lá na Europa, mas também para as interações comerciais que a Europa faz com o mundo”, diz.


O objetivo é garantir que o fluxo comercial seja sustentável, mas existem divergências sobre como esses critérios serão aplicados ao Brasil devido às diferenças climáticas e práticas agrícolas. Enquanto na Europa os protocolos medem carbono estocado nos primeiros 30 centímetros do solo raso, no país esse método não captura toda a capacidade do solo tropical.

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“Será um grave problema para nós se a fazenda brasileira passar a ser medida e testada segundo as réguas criadas para a média do produtor francês. Pode ser uma grande oportunidade se, nessa abertura de espírito, eles, pela primeira vez, se abrirem para reconhecer como agriculturas diferentes, com solos diferentes, em climas diferentes, com práticas distintas, têm resultados ambientais também variados”, completa.


Segundo ele, enquanto o acordo representa desafios significativos devido às diferenças regionais nas práticas agrícolas sustentáveis​​, ele também oferece oportunidades únicas se abordado por meio da colaboração mútua. “O caminho é reconhecer que o objetivo dos dois continentes é o mesmo: ter um resultado ambiental que seja vigoroso”, completa.

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