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Rastreabilidade fortalece mercado da erva-mate

Produção orgânica exige planejamento de longo prazo, certificações internacionais e controle da cadeia para garantir qualidade ao consumidor

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Rastreabilidade agrega valor à cadeia da erva-mate Foto cedida: Megamatte

A rastreabilidade tem se consolidado como um diferencial competitivo também na cadeia da erva-mate.

Muito antes de chegar ao copo, a bebida passa por um ciclo produtivo que pode levar até seis anos, envolvendo planejamento agrícola, manejo técnico, certificações e controle de todas as etapas da produção.


O processo começa no viveiro de mudas e segue por anos de desenvolvimento da planta até a colheita, beneficiamento e industrialização. No caso da produção orgânica, as exigências são ainda maiores, com auditorias periódicas e monitoramento contínuo para assegurar conformidade e padronização.

“Quando falamos em orgânico e rastreável, não existe espaço para improviso. Precisávamos de um parceiro que dominasse o processo de ponta a ponta, com escala e certificação. A Viva Mate oferece método, padrão e previsibilidade, três pilares fundamentais para uma rede como a nossa”, afirmou Julio Monteiro, sócio da Megamatte.


A erva utilizada pela rede é produzida no Centro-Sul do Paraná, onde a planta leva de dois a três anos para a primeira colheita e somente atinge sua maturidade plena a partir do sexto ano.

Julio Monteiro, sócio da Megamatte Foto cedida: Megamatte

“Estar presente desde o viveiro até o processamento garante uniformidade e rastreabilidade. Quando atendemos uma rede nacional, não podemos depender de variáveis externas. Nosso modelo produtivo é estruturado para oferecer constância de qualidade”, explicou Gunar Sponholz Neiverth, engenheiro agrônomo e sócio-proprietário da Viva Mate.


Além do ciclo agrícola, a produção orgânica passa por certificações nacionais e internacionais que acompanham todas as fases do processo.

“A certificação exige controle documental, rastreabilidade completa e auditorias periódicas. Isso impacta diretamente o manejo agrícola e o padrão industrial. É um processo técnico, contínuo e auditado”, destacou Neiverth.


O certo é que os consumidores querem conhecer a origem dos alimentos e bebidas que consomem, tornando rastreabilidade e transparência ativos tão importantes quanto produtividade e escala.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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