Brasil suspende importação de cacau da Costa do Marfim por risco fitossanitário
País africano é responsável por 81% da amêndoa que entra em território nacional; suspeita vem de uma possível triangulação de importações
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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O governo brasileiro suspendeu a importação de cacau da Costa do Marfim. O país africano é responsável por 81% da amêndoa que entra no Brasil. Em 2025, a produção nacional de amêndoas de cacau no Brasil alcançou pouco mais de 186 mil toneladas. Mas o país não é autossuficiente e importou 42,1 mil toneladas. A Costa do Marfim corresponde à maior parte desse volume.
Mas, depois de uma avaliação que apontou risco fitossanitário nas cargas destinadas ao Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária suspendeu de forma imediata e temporária as importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau do país africano.

O risco vem de uma possível triangulação de importações, já que, segundo o Ministério da Agricultura, há um elevado fluxo de grãos provenientes de países vizinhos, como Gana, Guiné e Libéria, para a Costa do Marfim, o que pode permitir a mistura de amêndoas de diferentes origens nas cargas exportadas ao Brasil.
De acordo com o governo, parte desses países possui status fitossanitário desconhecido para a cultura do cacau ou não tem autorização para vender o produto ao mercado brasileiro. O anúncio da suspensão foi recebido com atenção. De acordo com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), a medida atende a uma demanda do setor de extrema relevância.
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