Logo R7.com
RecordPlus

‘O Brasil é insubstituível’, diz especialista sobre novas exigências da União Europeia

Estudo da Comissão Europeia aponta que o país pode estar entre os mais afetados pela política de tolerância zero a agrotóxicos

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Exportações brasileiras para a União Europeia podem enfrentar barreiras devido à proibição de agrotóxicos perigosos.
  • Economista Miguel Daoud afirma que o Brasil pode se adaptar às novas exigências da União Europeia.
  • Brasil é considerado insubstituível no mercado global de alimentos devido à sua capacidade de produção.
  • Novas regras europeias podem impactar principalmente a exportação de proteína animal do Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As exportações brasileiras para a UE (União Europeia) devem enfrentar novas barreiras caso o bloco avance com a proposta de proibir vestígios de sete agrotóxicos considerados “perigosos”. Um estudo da Comissão Europeia aponta que o Brasil pode estar entre as nações mais afetadas pela política de tolerância zero. Somente no ano passado, o país exportou mais de 18 bilhões de euros (cerca de R$ 109 bilhões, na cotação atual) em produtos agrícolas para o bloco.

Em entrevista ao Record News Rural desta quinta-feira (20), o especialista em agronegócio Miguel Daoud destaca que o país tem condições de se adaptar às mudanças. “O Brasil hoje atende dentro das suas características de uma agricultura tropical. Ele atende perfeitamente na parte de soja, de milho, produtos não ligados à proteína animal.”


Em 2025, o país exportou mais de 18 bilhões de euros em produtos agrícolas para o bloco Reprodução/Record News

O especialista avalia que a dependência europeia de produtos brasileiros limita o impacto de algumas restrições. “Eu acho que, nesse aspecto, o Brasil hoje é insubstituível. Não existe no planeta nenhum país com a capacidade de produção do Brasil”, disse. Segundo Daoud, embora países como Argentina e Estados Unidos também tenham capacidade de produção, o país ocupa uma posição de destaque no mercado global de alimentos.

Para ele, as novas exigências europeias podem estar relacionadas à pressão de produtores locais, especialmente da França, devido à competitividade brasileira. “Eles pressionam os governos, como dizem na gíria, começam a ver pelo em novo.”


O maior impacto para o Brasil, caso essas mudanças avancem, será sentido na pecuária. “Essa imagem que nós não temos procedimentos para atender à normatização europeia é complicada, porque a União Europeia é taxada como a instituição que tem confiança. Nós estaríamos sendo afastados por um item que, na realidade, não é bem assim como eles pensam”, pondera.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.