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Plantio de árvores entre lavouras de café promete tornar produção mais resistente aos efeitos das mudanças climáticas

‘Corredores Arborizados’ buscam aumentar a biodiversidade e melhorar o microclima no campo

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Projeto "Corredores Arborizados" visa plantar árvores entre lavouras de café para melhorar o clima e aumentar a biodiversidade.
  • A iniciativa busca fortalecer o solo e a resiliência das plantações de café contra mudanças climáticas.
  • Piloto realizado em Araxá, MG, mostrou que árvores funcionam como quebra-vento e mantêm a mecanização.
  • Projeto pode gerar renda adicional com créditos de carbono, com adesão voluntária dos produtores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O projeto “Corredores Arborizados”, desenvolvido pela Expocacer (Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado), aposta no plantio estratégico de árvores entre as lavouras de café para melhorar o microclima e tornar a produção mais resistente aos efeitos das mudanças climáticas.

Em entrevista ao Record News Rural desta segunda-feira (17), a gerente técnica e de sustentabilidade da entidade, Farlla Gomes, explica que “a regeneração dá um passo muito além, porque a gente busca fortalecer o solo, a água, a biodiversidade e trazer mais resiliência para a lavoura de café”.


Imagem aérea de uma vasta área rural, com campos cultivados em diferentes tonalidades de verde e amarelo. À esquerda, um campo com linhas de cultivo bem definidas, enquanto à direita, a vegetação é mais densa e escura, indicando uma área de floresta.
As árvores do projeto são plantadas a cada cinco ruas de café Reprodução/Record News

A iniciativa foi implementada como um piloto em uma fazenda de Araxá, em Minas Gerais, após áreas da propriedade sofrerem com geadas. “Quando a gente apresentou o projeto de arborização, o produtor enxergou ali uma esperança, porque, além de melhorar o microclima e trazer mais segurança, o produtor teve um retorno financeiro.”

A adesão ao projeto é voluntária e a cooperativa já trabalha para alcançar outras propriedades da região. Para Farlla, a mudança é necessária diante dos impactos do clima sobre a produção. “A gente precisa ter um clima apropriado para continuar produzindo café em escala comercial e gerar crédito de carbono”, afirma.

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