Produção de lótus cresce em colônia japonesa no interior de São Paulo
Entre os pioneiros na produção está Robson Hydeyuki Miyazaki e sua família, que chegaram à área nos anos 1960
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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A produção de lótus tem ganhado destaque em uma colônia japonesa localizada na região de Várzea Paulista, no interior de São Paulo. Fundada há mais de 60 anos pelo governo japonês, a comunidade se tornou um centro para o cultivo da iguaria da culinária oriental.
Entre os pioneiros na produção estão Robson Hydeyuki Miyazaki e sua família, que chegaram à área nos anos 1960. Inicialmente dedicados ao plantio de milho e arroz, eles perceberam que o cultivo do lótus oferecia melhores rendimentos. Atualmente, ele é um dos únicos produtores da planta aquática no Brasil.

“Cada vez fica mais dificultoso você fazer o plantio da lótus por causa da dificuldade de água. Cada ano tem esse clima que, ou é aquela seca extrema, ou aquele período de água que tem muita chuva”, diz Miyazaki.
O ciclo anual da planta exige plantio e colheita manuais no frio intenso ou nas chuvas excessivas. O cultivo começa com a preparação do solo entre agosto e novembro, e, após sete meses submerso em água, ele estará pronto para a colheita. A cada ano são produzidos cerca de 35 a 40 mil quilos nos seis hectares disponíveis para o plantio.
As flores da planta têm usos diversos, desde ornamentação até a produção de cosméticos, enquanto cerca de 70% das raízes seguem para mercados orientais em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Minas Gerais. Para expandir o mercado ao público ocidental, os produtores montaram uma cozinha e introduziram produtos desidratados e derivados da raiz, que podem ser usados para produção de chás e chips.
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