‘A briga online é a pior briga que tem’, diz Mourão sobre divisão da direita nas redes sociais
Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira protagonizaram discussões que preocupam aliados em ano eleitoral
Brasília|Lis Cappi e Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) disse que as brigas pela internet travadas por nomes importantes da direita não levam a nada. “A briga online é a pior briga que tem“, afirma ao R7.
O senador se referia especificamente aos atritos recentes entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
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Nos últimos dias, os dois trocaram farpas pela rede social X (antigo Twitter) após Eduardo criticar um perfil de direita em que o administrador da página alegava que não votaria em Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para presidente da República, compartilhado pelo mineiro.
“Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família. Triste ver essa versão caricata de si mesmo. Não é, nem de longe, o menino que conheci, apoiei e acreditei. Os holofotes e a fama te fizeram mal, infelizmente. Demorei muito para acreditar que você trabalhava o algoritmo das suas redes para dar visibilidade a quem deseja a morte de meu pai, a quem comemora a prisão dele e a todos os que odeiam a mim e a minha família”, escreveu Eduardo.
Em seguida, Nikolas compartilhou um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro, no qual o senador afirmou que gravou o vídeo para tentar unir a direita, com a legenda “Concordo, presidente”.
Segundo o senador Halmilton Mourão, o melhor caminho é uma conversa pessoal e não esse tipo de situação.
“Se você tem alguma discussão sobre o posicionamento de fulano ou beltrano, então você passa o número do telefone e fala com ele pessoalmente, que é melhor do que você ficar mandando recadinho por rede social”, diz.
“Tormento pessoal”
Ainda de acordo com o ex-vice de Jair Bolsonaro, Eduardo vive um “tormento pessoal”. O ex-deputado se exilou nos Estados Unidos em fevereiro de 2025 após alegar sofrer uma “perseguição política”.
Sem exercer o mandato, ele se licenciou da Câmara por 122 dias e, em dezembro de 2025, teve a perda de mandato declarada pela mesa diretora da Casa por ter deixado de comparecer a 1/3 das sessões deliberativas.
Mourão ainda cita como motivos para o momento delicado o afastamento do cargo de escrivão na Polícia Federal do Rio de Janeiro em fevereiro deste ano e a prisão do pai, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.
O STF (Supremo Tribunal Federal) tornou Eduardo réu por coação no curso do processo por tentar influenciar o julgamento do pai e articular punições para autoridades brasileiras.
Para ele, no entanto, a maior perda é a candidatura ao Senado por São Paulo, que era estratégica para a direita. “Seria importantíssimo para nós nesse momento e está dando um espaço para que candidaturas de outro campo se consolidem no Estado de São Paulo”, comenta Mourão.
Confira a íntegra da entrevista:
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