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Associação de Desembargadores critica parte da cobertura da imprensa sobre o Judiciário

Entidade afirma que há ‘agressão coletiva’, ‘desqualificação moral indiscriminada’ e que críticas ultrapassam limites institucionais

Brasília|Do R7, em Brasília

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Andes diz que cobertura da imprensa sobre o Judiciário ultrapassa limites da crítica institucional Antonio Augusto/STF - 09.04.2026

A Andes (Associação Nacional de Desembargadores) criticou, em nota pública, parte da cobertura da imprensa sobre o Judiciário, afirmando que há manifestações que ultrapassam os limites da crítica institucional e promovem a “desqualificação moral indiscriminada” e o “ataque irresponsável” a instituições.

No texto, a associação afirma que manifestações recentes têm adotado um tom que “descamba para a agressão coletiva” e para a “desqualificação moral indiscriminada” de carreiras consideradas essenciais ao Estado de Direito.


Para a entidade, esse tipo de abordagem contribui para estimular ressentimento social e lançar suspeitas genéricas sobre instituições públicas.

A Andes ressalta que a liberdade de imprensa é um valor fundamental, mas que não pode ser usada como justificativa para abusos.


Segundo a nota, o jornalismo responsável deve esclarecer e qualificar o debate público, enquanto discursos considerados pela entidade como “panfletos agressivos” tendem a simplificar temas complexos.

A associação também defende discussões sobre remuneração no serviço público. O que não é admissível, segundo a Andes, é transformar tema jurídico em discurso de hostilidade, “como se magistrados e membros do Ministério Público pudessem ser retratados, em bloco, sob a lógica da cobiça, do privilégio e da desfaçatez”.


No documento, a entidade afirma ainda que manifestações desse tipo podem, dependendo do conteúdo e da repercussão, abrir espaço para medidas judiciais, como pedidos de direito de resposta e ações por dano moral coletivo.

A associação também sustenta que críticas não devem ser confundidas com ataques institucionais e diz que magistrados e membros do Ministério Público continuarão exercendo suas funções com independência, recorrendo aos meios legais em casos considerados abusivos.

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