Asfixia financeira será a tônica do combate ao crime organizado, diz secretário após prisão de Paulo Henrique Costa
Operação Compliance Zero prendeu nesta manhã o ex-presidente do BRB por suspeita de negociações ilegais com o Banco Master
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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O Ministério da Justiça concedeu, nesta quinta-feira (16), uma entrevista coletiva para explicar detalhes da Operação Compliance Zero, que investiga crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação envolve instituições financeiras e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Nesta manhã, o ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília), Paulo Henrique Costa, foi preso, em Brasília durante a nova fase da operação. Segundo o delegado William Marcel Murad, o desenvolvimento desta nova fase amplia a investigação sobre a atuação de gestores do BRB na operação de compra e venda envolvendo o Banco Master. “O foco dessa operação de hoje foi a corrupção [...] dos gestores e todo o esquema de lavagem de dinheiro decorrente desses atos”, afirmou

Ainda segundo o delegado, o caso envolve uma apuração sobre fraudes no Sistema Financeiro Nacional, estruturadas por meio de “um intrincado esquema, utilizando-se fundos e camadas distintas [...] para sustentar esse esquema criminoso”.
Novas medidas
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, que também esteve presente na coletiva, pontuou as próximas medidas que serão adotadas pelo governo para combater o crime organizado. “Não adianta enfrentarmos a violência apenas nas comunidades com tiro. Nós precisamos ter inteligência e integração”, disse.
Segundo ele, a principal diretriz será a “asfixia financeira” das organizações criminosas: “O Brasil contra o crime organizado terá como principal motor a asfixia financeira [...] daqueles que, de alguma maneira, negociam com as organizações criminosas”.
As autoridades também indicaram que um novo decreto deve regulamentar a “lei antifacção”, com medidas mais duras para enfraquecer financeiramente grupos criminosos. “Se a gente não atacar financeiramente as organizações criminosas, de pouca valia teremos”, afirmou o secretário.
O caso também levanta a possibilidade de novas delações premiadas, embora, segundo a PF, ainda não haja acordos firmados até o momento. A Operação Complice Zero segue em desdobramento, e novas fases não estão descartadas.
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