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Supremo forma maioria para suspender lei de SC que proíbe cotas raciais em universidades

Legislação prevê multa de R$ 100 mil por edital e autoriza o corte de verbas públicas; julgamento no STF ocorre em plenário virtual

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Supremo Tribunal Federal suspendeu lei de SC que proíbe cotas raciais em universidades.
  • Ministros votaram na modalidade virtual, apresentando seus votos sem debates.
  • Lei estadual 19.722/2026, aprovada em 2025, impunha sanções a instituições que descumprissem a proibição.
  • STF analisa ações de partidos e organizações que contestam a validade da lei.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gilmar Mendes
Para Gilmar Mendes, a Alesc aprovou a lei sem analisar as consequências da medida Luiz Silveira/STF - 14.4.2026

O plenário virtual do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para suspender uma lei de Santa Catarina que proíbe a oferta de cotas raciais em universidades do estado.

Já votaram pela derrubada da lei o relator, Gilmar Mendes, e os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Cármen Lúcia.


Para o decano da corte, o projeto de lei foi aprovado a toque de caixa pela Alesc (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina), no final de 2025.

“Sem que o órgão legislativo tenha procedido à devida análise da eficácia da política pública vedada ou das consequências de sua abrupta interrupção. Ao longo do breve tempo de tramitação da proposição [que não chegou a dois meses], não houve, em momento algum, qualquer espécie de aprofundamento ou complexificação do processo legislativo mediante a utilização de quaisquer dos instrumentos processuais”, ressaltou Mendes.


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Na modalidade virtual, os ministros não debatem as ações, apenas apresentam seus votos no sistema da corte. Se houver um pedido de vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso, o processo é suspenso.

Entretanto, se algum ministro pedir destaque, o caso é levado ao plenário físico. Os ministros têm até as 23h59 desta sexta-feira (17) para apresentar seus votos.


O que determina a lei

A Lei estadual 19.722/2026 foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina em dezembro de 2025 e sancionada pelo governador Jorginho Mello em 22 de janeiro deste ano.

O texto veda a adoção de políticas de cotas e estabelece sanções às instituições que descumprirem a proibição, incluindo multa administrativa de R$ 100 mil por edital publicado em desacordo com a lei, além da possibilidade de corte de repasses de verbas públicas.


Ficam excluídas da proibição a reserva de vagas para PcDs (pessoas com deficiência), a reserva de vagas baseada exclusivamente em critérios econômicos e a destinada a estudantes oriundos de instituições públicas estaduais de ensino médio.

O STF analisa ações apresentadas pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), PT (Partido dos Trabalhadores), por entidades estudantis, organizações da sociedade civil e pelo Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

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