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À RECORD, Durigan diz que planeja crédito para garantir ‘transição indolor’ ao fim da 6x1

Em entrevista exclusiva, ministro da Fazenda afirmou que 70% dos trabalhadores no país já estão fora desse regime de jornada

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo federal planeja oferecer linhas de crédito subsidiadas e capacitação para empresas afetadas pelo fim da escala de trabalho 6x1.
  • A maioria das empresas brasileiras já opera fora do regime 6x1, com 70% dos trabalhadores em escalas 5x2 ou jornadas de 40 horas.
  • Para os 30% restantes, o governo discutirá medidas para amortizar custos de transição, incluindo contratações de horas extras e suporte financeiro.
  • O fim do regime 6x1 é visto como um "ganho civilizacional", com potencial para melhorar a produtividade e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O governo federal avalia conceder linhas de crédito subsidiadas e suporte de capacitação para garantir uma transição “indolor” às empresas afetadas pelo eventual fim da escala de trabalho 6x1. A declaração foi dada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista exclusiva à RECORD nesta quinta-feira (3), em meio às articulações para a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o tema, prevista para o meio de outubro.

Segundo o ministro, a grande maioria do empresariado brasileiro não terá impactos diretos com a mudança, sob a justificativa de que a maior parte dos trabalhadores formais já atua fora do regime de seis dias de trabalho por um de descanso.

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“A grande maioria das empresas do Brasil, nos diferentes setores, se você olhar para a agricultura, para a indústria, para o comércio e para os serviços, em todos os setores, independentemente do tamanho da empresa, se é pequeno ou se é grande, todas ou a grande maioria, em todos os setores, já tem as pessoas, os seus trabalhadores, fora do regime 6x1”.

Dados citados por Durigan apontam que 70% de quem trabalha no Brasil já está enquadrado na escala 5x2 ou em jornadas de 40 horas semanais. Para os 30% restantes que operam no regime 6x1, o ministro explicou que o governo pretende discutir medidas de apoio para amortizar os custos de transição das empresas.

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Para viabilizar o que chamou de transição “indolor”, Durigan detalhou que a Fazenda pretende analisar as particularidades de cada setor afetado. O objetivo é medir o impacto operacional e financeiro da mudança de escala nas empresas, abrindo espaço para discutir demandas específicas de cada ramo, como a eventual necessidade de contratação de horas extras.

“As que forem afetadas vão ter uma série de discussões e trabalhos a serem feitos conosco. Vai ter que ter contratação de hora extra? Qual vai ser o impacto na empresa? Vai precisar de suporte em termos de capacitação ou de linha de crédito subsidiada? A gente pode discutir isso com as empresas, de modo que a gente faça essa transição da maneira mais simples e indolor para os empresários brasileiros”, declarou.

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Perfil de vulnerabilidade

O Ministério da Fazenda argumenta que a manutenção da escala 6x1 atinge prioritariamente as parcelas mais vulneráveis da população economicamente ativa. “Quando a gente olha quem ainda está nesse regime 6x1, estamos olhando para o trabalhador mais carente. É mulher, é trabalhador negro, é o trabalhador que não se capacitou ou não teve oportunidade de se capacitar, portanto, recebe um salário menor.”

Ao defender o fim do modelo, classificado por ele como um “ganho civilizacional” que vem sendo liderado pelo governo junto ao Congresso, Durigan afirmou que a redução da jornada tem potencial para gerar ganhos de eficiência para as próprias empresas, baseando-se em referências externas.

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“Os outros países do mundo, vários dos quais a gente conversou, fizeram essa mudança. E o que a gente percebeu é que teve ganho de produtividade para a empresa e teve ganho de qualidade de vida para o trabalhador”.

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