Alcolumbre diz que votação da 6x1 fica para depois das eleições
Presidente do Senado respondeu a pedido de governistas e confirmou análise, sem cravar se antes ou depois do 2º turno
Brasília|Lis Cappi, do R7, e Mara Mendes, da RECORD

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou que a votação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho no modelo 6x1 ficará para depois das eleições.
A posição foi anunciada nesta quinta-feira (3), após novos pedidos de governistas para confirmar quando o texto entrará na pauta do Senado. O apelo ganhou força em manifestações em redes sociais, como a feita pelo próprio presidente Lula, e foi reforçada por aliados ao longo do dia.
Entre os pedidos esteve o do senador Paulo Paim (PT-RS), autor de uma das PECs para redução da jornada, e que está no fim do seu último mandato político. Após fazer o pedido, Alcolumbre confirmou, em fala voltada a ele, que o texto estará na pauta ainda neste ano.
“Aproveitar essa oportunidade que Paulo Paim está na mesa para dizer, a vossa excelência e ao Brasil, que vossa excelência estará aqui votando após as eleições o fim da escala 6x1 o plenário do Senado Federal”, declarou.
Pressão do governo
Sem espaço de votação na semana, uma ala do governo chegou a cogitar um pedido de sessão extraordinária, ainda em setembro, para que a redução de jornada fosse pautada, mas uma sessão antes do primeiro turno tem sido considerada improvável.
A articulação ocorre após o texto não chegar ao plenário como esperava o governo. Nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pressionou os senadores pela votação e criticou a oposição, que, segundo ele, atuou para impedir o avanço da PEC.
Em uma publicação, Lula afirmou que o grupo é “capitaneado pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial” e defendeu a aprovação da medida como forma de garantir melhores condições de trabalho aos brasileiros.
Nos bastidores, porém, a liderança do governo contabilizava pouco mais de 50 votos favoráveis à PEC no plenário.
Embora o número supere os 49 votos necessários para a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição, a margem foi considerada insuficiente para que os governistas arriscassem levar o texto à votação sem segurança sobre o resultado.
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