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Ao STF, Mauro Cid diz que Filipe Martins foi um dos autores da minuta do golpe

Segundo Cid, ex-assessor para assuntos internacionais elaborou documento para tentar interferir nas eleições de 2022

Brasília|Do R7

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Mauro Cid
Mauro Cid Ton Molina/STF - 10.6.2025

Durante os depoimentos das testemunhas dos núcleos 2, 3 e 4 da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, disse que Filipe Martins, ex-assessor para assuntos internacionais, seria um dos autores da chamada minuta do golpe.

“Esse documento basicamente era composto de duas partes. A primeira parte é nos considerandos, já foi discutida à beça sobre isso aí, e uma segunda parte é um artigo de ações e determinações que deveriam ser tomadas”, disse Cid.

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“Os considerandos eram possíveis interferências que o TSE e o STF fizeram durante o governo Bolsonaro e período eleitoral. Esse documento em si, propriamente dito, ele basicamente era composto de prisão de autoridades e decretação de novas eleições e algumas medidas relacionadas a ações em torno disso aí”, afirmou o militar.

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, alegou que Filipe Martins foi um dos redatores da minuta do golpe.
  • A minuta buscava interferir nas eleições de 2022 e incluía prisões de autoridades e novas eleições.
  • Clebson Ferreira de Paula Vieira revelou ter recebido ordens para produzir análises eleitorais tendenciosas enquanto estava no Ministério da Justiça.
  • Depoimentos na investigação do golpe continuarão até 21 de julho e são acompanhados pela imprensa no STF.

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Depoimentos

Mais cedo nesta segunda, o analista de inteligência Clebson Ferreira de Paula Vieira, que atuou no Ministério da Justiça durante o governo Jair Bolsonaro, afirmou em depoimento que recebeu ordens para produzir análises eleitorais com viés político.

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Segundo ele, foi solicitado que cruzasse dados de votação do segundo turno das eleições de 2022 com territórios supostamente dominados por facções criminosas, em especial o Comando Vermelho.

Leia Mais

Ainda nesta segunda, também prestaram depoimento Adiel Pereira Alcântara, ex-coordenador de inteligência da Polícia Rodoviária Federal, e Eder Lindsay Magalhães Balbino, empresário de Uberlândia (MG) que teria colaborado na elaboração do estudo usado pelo PL para contestar a segurança das urnas eletrônicas.

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As oitivas seguirão até 21 de julho e podem ser acompanhadas pela imprensa na sala de sessões da Primeira Turma do STF.

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