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Flávio diz que Lula foi aos EUA ‘lamber a bota de Trump’ para fazer lobby por PCC e CV

Senador critica presidente e afirma que Lula estaria defendendo a atuação das facções em territórios dominados pelo crime

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro criticou Lula por se opor à classificação do PCC e CV como terroristas pelos EUA.
  • Flávio acusou Lula de fazer lobby junto a Trump para evitar a classificação das facções como terroristas.
  • Lula rebateu, criticando a interferência externa e acusou Flávio de trair a pátria ao buscar intervenção americana.
  • O debate destaca a tensão política sobre a influência e soberania em áreas dominadas por facções criminosas no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brazilian senator Flavio Bolsonaro supports senator Sergio Moro's pre-candidacy for governor of Parana in Curitiba
Flávio criticou postura de Lula após decisão dos EUA Rodolfo Buhrer/Reuters - 29.5.2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por se posicionar contra a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

Durante discurso nessa sexta-feira (29) no evento de lançamento de Sergio Moro (PL) como pré-candidato ao governo do Paraná, Flávio afirmou que Lula teria atuado para defender as facções criminosas e acusou o presidente de ter feito “lobby” junto ao presidente dos EUA, Donald Trump, para evitar a classificação dos grupos.


“Enquanto ele foi lá fazer lobby para CV e PCC, foi lamber a bota do Trump para fazer lobby para CV e PCC, para defender marginais, nós fomos lá para pedir que eles fossem tratados como terroristas, que é o que eles são”, declarou o senador.

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A classificação das duas facções foi anunciada na última quinta-feira (28) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, dois dias depois de Flávio ter se encontrado com Trump na Casa Branca. O pré-candidato diz que, na reunião, pediu ao presidente americano para tratar PCC e CV como grupos terroristas.


Flávio também reagiu a declarações de Lula sobre a decisão americana. O presidente afirmou que criminosos brasileiros não deveriam ser enquadrados como terroristas e criticou a possibilidade de interferência externa em assuntos internos do país.

Ao comentar a fala, o parlamentar afirmou que Lula estaria defendendo a atuação das facções em territórios dominados pelo crime organizado.


“Existem 50 milhões de brasileiros que moram em áreas dominadas por CV, PCC e essas organizações narcoterroristas. O que ele fez foi o seguinte: falar para 50 milhões de brasileiros que eles não merecem soberania, que eles não merecem ter paz, que eles não merecem ter oportunidade, porque o Lula está defendendo a soberania do CV e do PCC. E a gente não vai admitir isso, porque nós amamos o nosso Brasil. E nós temos a missão de libertar esses 50 milhões de brasileiros e devolver a eles a soberania que eles merecem e que nós merecemos”, afirmou Flávio.

Lula chamou Flávio de traidor da pátria

Na manhã dessa sexta, Lula fez duras críticas à decisão dos Estados Unidos e disse que Flávio “não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”.


“Eu tive três horas [de reunião] com o presidente Trump, três horas com ele. Entreguei quatro documentos para eles. Um deles era o combate ao crime organizado. O senhor Marco Rubio [secretário de Estado dos EUA] não estava lá, possivelmente porque ele estivesse preparado para ajudar um filho de um bolsonarista que é candidato à eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, criticou o presidente.

“Joaquim Silvério dos Reis [maior símbolo de traição da Inconfidência Mineira] ficaria envergonhado se soubesse que tem um candidato a presidente que vai aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Se ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficariam presos lá”, acrescentou.

Segundo Lula, “nós não aceitamos ser tratados como moleques”. “Nós não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, declarou.

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