Caiado defende que lei para IA não seja ‘retrógrada’: ‘Tem que punir quem usa errado’
Candidato cobra agilidade do Congresso na regulamentação e avalia que proteção aos direitos autorais não deve barrar desenvolvimento
2026|Do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu nesta quarta-feira (29) que uma regulamentação das big techs “não bloqueie o desenvolvimento do país”.
Sobre uma legislação para IA (inteligência artificial), o ex-governador de Goiás disse que precisa avançar, respeitando direitos autorais, mas sem criminalizar a criatividade.
“Temos que criminalizar quem usa de forma errada”, frisou o candidato, após reunião com representantes da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e da ANJ (Associação Nacional de Jornais).
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De acordo com Caiado, o encontro tratou dos desafios impostos pelo avanço da inteligência artificial para a produção e a distribuição de conteúdo jornalístico, especialmente diante da proliferação de fake news e de conteúdos manipulados por deepfakes.
“O rádio e a televisão continuam sendo as fontes às quais as pessoas recorrem para verificar se uma notícia é verdadeira”, observou.
Na avaliação do candidato, o Brasil precisa aprovar uma legislação moderna para IA. O goiano defendeu que os direitos autorais sejam preservados, mas criticou propostas que, segundo ele, podem inibir o desenvolvimento da tecnologia.
“Precisamos respeitar os direitos autorais, mas não podemos criminalizar a criatividade. Temos que criminalizar quem usa a inteligência artificial de forma errada”, opinou.
Caiado afirmou também que defende um modelo baseado em código aberto, aliado à capacidade de fiscalização e punição para quem extrapolar os limites da lei. E criticou a demora do Congresso em aprovar um marco regulatório para o setor.
“Não podemos ter uma legislação retrógrada. Até hoje não deram conta de aprovar nada e estão afugentando data centers do Brasil”, declarou.
Ainda sobre o tema, o ex-governador afirmou que qualquer legislação deve garantir a remuneração e o respeito aos direitos autorais de todas as fontes utilizadas pelos sistemas de IA, sem comprometer a competitividade do país. “O Brasil precisa ter visão de futuro e de competitividade”, afirmou.
‘Vou usar’
Questionado sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes relacionada ao uso de inteligência artificial durante a campanha eleitoral, Caiado disse que seguirá integralmente as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
“Estamos a 65 dias do primeiro turno e vou cumprir a lei. Onde estiver previsto que pode ser usado, vou usar”, declarou.
Além da pauta sobre inteligência artificial, Caiado afirmou que a proteção às mulheres será uma das prioridades de seu programa de governo.
Entre as propostas citadas estão o endurecimento das penas para feminicídio, a ampliação de medidas protetivas e o confisco de bens de agressores para garantir apoio financeiro às vítimas.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Caiado reiterou críticas ao adversário Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que a liderança política não é herdada, mas construída.
Segundo o governador, um candidato à Presidência precisa demonstrar “autoridade moral” para governar e não depender do apoio de terceiros.
“Quem governa não herda liderança. Tem que construir a própria liderança. Não adianta ficar pedindo apoio do pai, do Milei ou do governo dos Estados Unidos”, afirmou.
Ele também disse que o adversário ainda não teria esclarecido as denúncias envolvendo o seu nome.
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