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Ausência de Alcolumbre mobiliza governo na reta final da campanha de Messias ao STF

Presidente do Senado não recebeu indicado de Lula passados cinco meses do anúncio; sabatina e votação estão pautadas para quarta

Brasília|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ausência de Davi Alcolumbre mobiliza apoio ao indicado de Lula ao STF.
  • Jorge Messias, advogado-geral da União, enfrenta sabatina na próxima quarta-feira.
  • A campanha de Messias é a mais longa da história do Senado, com cinco meses de atividades.
  • Alcolumbre não participou das conversas para garantir apoio ao indicado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alcolumbre não recebeu Jorge Messias, indicado de Lula ao STF Carlos Moura/Agência Senado - 15.04.2026

A ausência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na campanha de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) tem mobilizado governistas para garantia de apoio ao escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma vaga na corte.

Nos bastidores, aliados indicaram ao R7 Planalto que o atual advogado-geral da União conta com cerca de 47 votos favoráveis, enquanto o relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), afirma que o indicado deve ter apoio suficiente para superar os 41 votos necessários à aprovação.

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Messias vai passar por sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na próxima quarta-feira (29), com a busca de apoio a senadores entre as prioridades de agenda até lá.

Apesar do esforço, que segue até a reta final de campanha, Alcolumbre ficou de fora das conversas e ainda não recebeu Messias. O advogado-geral foi indicado há cinco meses e tem feito campanha desde que o nome foi anunciado, em novembro do ano passado.

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Nos bastidores, um aceno do presidente do Senado é considerado uma forma de garantir um aumento da margem de apoio no plenário, pelo peso da posição do presidente da Casa. Até o começo da semana, no entanto, não havia indicação de que Alcolumbre atuasse pela votação.

As negociações motivaram uma reunião entre o próprio presidente Lula e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), na segunda-feira.

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Apesar do cenário, o relator da indicação ao STF, senador Weverton Rocha (PDT-MA), considera ter apoio suficiente para aprovação de Messias ao STF. Sem evitar cravar placar, pelo risco de mudanças pela votação secreta, ele garante que o advogado-geral vai superar o apoio de 41 senadores.

“Eu sempre digo que ele tem que ter o suficiente, que é acima de 41. Pode chegar, e pode passar dos 50, mas também não, pelo voto ser secreto. O importante é ser suficiente”, disse.

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Aliados de Messias indicaram ao R7 Planalto contar com o apoio de 47 senadores. O número pode passar por oscilações, pela votação no plenário cair na véspera de um feriado. Ainda assim, Rocha defende o indicado de Lula à corte.

“Um nome sereno, equilibrado, que não gosta muito de holofotes. Já atua muito na corte como AGU e é preparadíssimo, conhece o Estado como um todo. Então, é um profissional que vai chegar com muita contribuição e muita juventude”, disse.

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