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Bolsonaro deve depor na Polícia Federal no dia 16 e dizer que não se vacinou contra Covid-19

Investigado pela corporação, ex-presidente vai afirmar também que não participou do esquema de fraude de dados de vacinação

Brasília|Plínio Aguiar, do R7 em Brasília

Bolsonaro deve depor na próxima terça-feira
Bolsonaro deve depor na próxima terça-feira Bolsonaro deve depor na próxima terça-feira

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve depor na Polícia Federal na próxima terça-feira (16), para dizer que não se vacinou contra a Covid-19 e que não participou do suposto esquema de fraude nos dados de vacinação.

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A informação foi confirmada ao R7 por aliados do ex-presidente. Bolsonaro deveria ter prestado depoimento em 3 de maio, dia em que a corporação cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa dele no Distrito Federal, mas não o fez por falta de acesso aos autos do inquérito.

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A operação deflagrada pela Polícia Federal investiga a atuação de uma associação criminosa que inseria dados falsos de vacinação nos sistemas do Ministério da Saúde. Aliados de Bolsonaro, como Mauro Cid, Sérgio Cordeiro e Max Guilherme, foram presos.

"Não há dúvida que eu chamo de 'operação para te esculachar'. Podiam perguntar sobre vacina, cartão, eu responderia sem problema nenhum. Agora uma pressão enorme, 24 horas por dia, o dia todo, desde antes de assumir a Presidência até agora. Não sei quando isso vai acabar", disse Bolsonaro após a operação policial.

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O ex-presidente chegou a dizer que sentiu "constrangimento" por parte dos policiais federais que trabalharam na operação. "Abri a porta, convidei para entrar e fui tratado muito bem. Em nenhum momento houve exagero, voz mais alta, falta de educação, muito pelo contrário. Acredito até que eu senti constrangimento em alguns policiais federais. Foram corteses comigo", relatou.

Estados Unidos

O R7 mostrou que um relatório produzido pela Polícia Federal indica que a equipe presidencial emitiu o último certificado de vacinação do ex-presidente cerca de duas horas antes de ele deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos, no fim do ano passado.

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"No dia 30 de dezembro de 2022, às 12h02, o usuário associado ao ex-presidente da República, utilizando o endereço de IP vinculado ao terminal telefônico cadastrado em nome de Mauro Cesar Barbosa Cid, acessou o aplicativo ConecteSUS e emitiu um novo certificado de vacinação contra a Covid-19", diz um trecho do relatório.

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O documento, segundo a corporação, continha apenas registro da vacina da Janssen — as da Pfizer já haviam sido excluídas. "Cerca de duas horas depois da emissão do último certificado, Mauro Cesar Cid e o ex-presidente da República Jair Bolsonaro viajaram de Brasília para a cidade de Orlando, nos Estados Unidos", completa. O voo decolou por volta de 14h.

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Investigação da PF

A investigação da Polícia Federal sobre o esquema de falsificação de registros de vacinação contra a Covid-19 diz que Bolsonaro não estava nas cidades indicadas nos dias em que teria recebido os imunizantes. Quatro certificados de vacinação no nome do ex-presidente foram emitidos.

Os primeiros dois registros confirmam que ele foi imunizado contra a Covid-19 três vezes: com a vacina da Janssen, de aplicação única, e com duas doses da vacina da Pfizer. Os dois últimos certificados mostram apenas a dose da Janssen.

Em 19 de julho de 2021, quando supostamente foi imunizado com a dose da Janssen, ele estava em Brasília, e não em São Paulo, como indica o certificado de vacinação. A investigação assinala que Bolsonaro também não estava em Duque de Caxias (RJ) em 13 de agosto de 2022, quando teria recebido a vacina da Pfizer.

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