BRB saiu de momento ‘tão grave que viveu’, diz Celina após reunião no STF
GDF quer garantir que a União atue como avalista de empréstimo de R$ 6,6 bilhões para socorrer o BRB após crise do Banco Master
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que o BRB (Banco de Brasília) superou um dos momentos mais delicados de sua história recente: “Nós sabemos que o BRB é um banco que tem mais de 10 milhões de correntistas e, a partir de hoje, o BRB sai desse momento tão grave que viveu”.
A afirmação foi dada em coletiva de imprensa após reunião no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (26) para tratar da crise financeira envolvendo o banco estatal. Ela participou de uma audiência com o ministro Luiz Fux, relator da ação apresentada pelo GDF (Governo do Distrito Federal) na Corte.
Durante a entrevista, Celina também agradeceu ao governo federal pela abertura ao diálogo e demonstrou ter confiança na Justiça: “Tenho certeza de que a ação criminal vai punir aqueles que fizeram tão mal à população e ao banco”, declarou a governadora.
Celina não pôde dar detalhes sobre os acordos e as medidas que serão tomadas, porque o processo tramita em segredo de Justiça. Mas se mostrou otimista com os próximos desdobramentos.
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Ação
O governo distrital acionou o STF para tentar obrigar a União a participar de uma operação de socorro financeiro ao BRB, afetado pela crise do Banco Master. O pedido foi protocolado em 19 de maio e tramita sob segredo de Justiça. A estratégia vinha sendo discutida há mais de um mês pela cúpula do GDF e do banco estatal.
Além de Celina Leão, representantes da União também participaram da reunião, em uma tentativa de conciliação conduzida por Luiz Fux.
Na segunda-feira (25), o ministro determinou que a AGU (Advocacia-Geral da União) e o Banco Central se manifestem sobre o caso.
Segundo o governo do DF, a administração local perdeu capacidade de pagamento e ficou sem margem financeira para obter o aval do Tesouro Nacional em novas operações de crédito.
O Distrito Federal busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e quer que a União atue como avalista da operação. A intenção é usar os recursos para reforçar o caixa do BRB e cobrir perdas relacionadas à crise do Banco Master.
O FGC, no entanto, resiste em liberar o financiamento sem garantias adicionais da União e sem a participação de outras instituições financeiras na operação.
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