Brasil não precisa de outro Bolsonaro trabalhando contra o país nos EUA, diz Alckmin
Vice-presidente criticou possível encontro de Flávio Bolsonaro com o presidente norte-americano, Donald Trump
Brasília|Do Estadão Conteúdo
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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou, nesta terça-feira (26), que o Brasil não precisa de outro integrante da família Bolsonaro trabalhando contra o país nos Estados Unidos. Ele fez a afirmação ao ser perguntado se um possível encontro do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente norte-americano, Donald Trump, atrapalharia as negociações entre Brasil e EUA.
Alckmin conversou com jornalistas depois de visitar uma concessionária de carros elétricos na capital federal para conhecer o modelo de carro que entraria no novo programa de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas.
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“Em relação à visita do pré-candidato nos Estados Unidos, vou explicar. Nós já tínhamos um da família trabalhando contra o Brasil. Não precisamos ter dois trabalhando contra”, afirmou.
Entre os compromissos de Donald Trump nesta terça, não consta um possível encontro com Flávio Bolsonaro. O republicano deve realizar exames médicos e odontológicos preventivos, segundo a agenda oficial do presidente norte-americano.
O senador do PL embarcou para os EUA no domingo (24) com o objetivo de se encontrar com Trump. Ele informou ao Senado que ficaria fora do Brasil até quinta-feira (28).
A equipe do senador não divulgou detalhes da agenda dele durante a viagem nem quando ele deve se encontrar com o republicano. A Casa Branca, por sua vez, não se manifestou sobre o encontro e eventual convite.
Na semana passada, Flávio afirmou que não foi ele quem pediu o encontro. “Não, eu não pedi nada”, disse o senador, em inglês, ao ser questionado sobre a possível viagem.
Este pode ser o primeiro encontro de Flávio com Trump desde que se tornou oficialmente pré-candidato à Presidência.
O senador tem mantido viagens regulares aos EUA desde dezembro, quando anunciou a intenção de concorrer ao Planalto, incluindo participação na CPAC (Conservative Political Action Conference), um dos maiores eventos conservadores do mundo, em março.
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