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Setor produtivo critica PEC do fim da escala 6x1 e quer discussão ‘equilibrada’ no Senado

Presidentes da CNI e Fiesp participaram de reunião com o presidente Davi Alcolumbre

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lideranças do setor produtivo criticam a PEC do fim da escala 6x1 e pedem discussão equilibrada no Senado.
  • Presidentes da CNI e Fiesp afirmam que a tramitação rápida da PEC tem motivações eleitoreiras.
  • Proposta inclui redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e dois dias de descanso.
  • Empresários não concordam com o tempo de transição de 14 meses após a promulgação da PEC.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Empresários buscam diálogo com Senado para discutir fim da 6X1 Yumi Kuwano/R7 - 26.05.2026

Lideranças do setor produtivo se reuniram nesta terça-feira (26) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União- AP), e criticaram a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6x1, que deve ser aprovada pela Câmara nesta semana.

Os presidentes da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, e Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, defenderam um debate com mais “equilíbrio e cautela” no Senado, e afirmaram que a tramitação rápida foi fruto de um interesse eleitoreiro.


Segundo os empresários, a ideia não é de oposição à proposta, mas eles afirmam defender uma mudança “condizente com a realidade da economia brasileira”.

“Temos muita esperança que o Senado — Casa maior do Congresso Nacional, com seus 81 senadores —, possa ter esse equilíbrio, essa maturidade, para que nós possamos discutir um assunto tão importante, tão crível, com a devida responsabilidade e sem a influência de motivações eleitorais, para que o Brasil, mais uma vez, não tenha um custo de medidas tomadas de forma intempestiva”, disse Alban.


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O encontro no gabinete de Alcolumbre no Senado durou cerca de duas horas. Participaram da reunião cerca de 30 lideranças de diversos setores produtivos. Segundo os empresários, o presidente se mostrou atento às demandas do setor.

“Você quer tirar aquilo que está na reforma trabalhista que levou 70 anos para acontecer, que é você ter mais o acordo, o negociado e menos legislado. Esse é o modelo no mundo inteiro, 190 países vão nessa direção e você de repente quer engessar tudo isso”, afirmou Skaf.


A PEC será votada na comissão especial que analisa o tema na Câmara nesta quarta-feira (27). O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), incluiu no seu parecer, apresentado na segunda (25), a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas semanais e dois dias de descanso.

O tempo de transição acordado entre a Câmara e o governo, que será de 14 meses no total, após a promulgação da PEC, não agradou os empresários.

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