Classificação de facções como terroristas ‘não tem influência interna’, diz diretor da Senasp
Anchieta Nery, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, concedeu entrevista à RECORD NEWS nesta quarta (24)
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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O Brasil segue no centro de uma guerra contra o crime organizado. Recentemente, os Estados Unidos classificaram as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O governo Lula rebateu e lançou, como resposta, sua própria ofensiva contra os grupos.
Durante o Link News desta quarta (24), o diretor de Operações Integradas e Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, delegado Anchieta Nery, afirmou que a decisão do governo norte-americano não interfere nas políticas nacionais de enfrentamento às facções criminosas.
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“Do ponto de vista operacional, eu não acredito que nós teremos mudanças, porque o enfrentamento dessas facções que a gente faz é dentro do território nacional; o governo do Brasil é um governo soberano e não admite interferência externa. Essa classificação é um direito do Estado americano de fazer de acordo com a sua legislação, mas ela não tem influência aqui interna”, declarou.
“O que eu acredito que é um ponto realmente muito forte no enfrentamento das facções criminosas é o novo programa Brasil Contra o Crime Organizado, amparado em quatro eixos que foram escolhidos após bastante estudo e interlocução [...] [que] levou à formulação desse programa que traz mais de R$ 1 bilhão em investimentos diretos na segurança pública e possibilidade de acesso e financiamento a mais de R$ 10 bilhões por meio do Fundo do Desenvolvimento Social”, completou.
Anchieta Nery argumentou ainda que o cadastro no Banco Nacional de Celulares com Restrição veio como um meio de evolução para a integração de dados, a fim de atingir o crime de furtos e roubos dos aparelhos. Ele ainda enfatizou que a segurança pública não se faz apenas pelas autoridades policiais, mas também com os demais atores da comunidade disponíveis para complementar o serviço governamental.
“Hoje a gente vive um momento diferente do arranjo institucional. A parte tecnológica é fácil de ser resolvida; o arranjo normativo pode ser resolvido também. A parte mais complexa é o arranjo institucional, é o compromisso dos atores de cumprir a lei [...]. Se todo esse ecossistema funciona, se cada um desses atores cumpre o seu papel dentro do ecossistema, a gente tem aí sim a entrega adequada de segurança pública”, apontou.
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