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‘Conteúdo desinformativo’ aumenta em momentos de grande comoção nacional, diz pesquisador

Levantamento revela que a misoginia se espalha nas redes sociais, principalmente em formato de conteúdo humorístico

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisadores da UFBA identificaram aumento de conteúdo misógino nas redes sociais, especialmente em formato humorístico.
  • Estudo analisou 65,7 mil imagens, das quais 6,2% foram classificadas como misóginas, com 65,2% em nível alto ou extremo.
  • O aumento de conteúdo desinformativo e extremista é comum em momentos de comoção nacional, com destaque para 2025.
  • Autoridades e sociedade civil são chamadas a desenvolver mecanismos de detecção para controlar a disseminação desse conteúdo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um levantamento realizado por pesquisadores da UFBA (Universidade Federal da Bahia) revela que a misoginia, que é o sentimento de ódio, desprezo ou aversão contra mulheres, se espalha nas redes sociais, principalmente em formato de conteúdo humorístico.

A pesquisa considerou cerca de 65,7 mil imagens retiradas de uma plataforma de mensagens instantâneas. 6,2% do material analisado foi classificado como misógino. Dentro desse recorte, 65,2% das mensagens se enquadraram na categoria de misoginia alta ou extrema.


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Em entrevista ao Link News desta quinta-feira (9), Leonardo Nascimento, coordenador do Laboratório de Humanidades Digitais da UFBA, diz que o estudo já estava acontecendo para outras temáticas, porém, com o aumento de casos de violência contra a mulher registrados nos últimos três meses e o debate grande sobre o tema, os pesquisadores optaram por analisar essas imagens.

Segundo ele, um algoritmo foi treinado para identificar fotos e vídeos que continham nudez e, em paralelo, o estudo utilizou um grande modelo de linguagem treinado para fazer a compreensão da foto e descrever os elementos presentes na imagem escalonados em graus baixo, médio e alto do nível de violência, baseados na literatura científica.


“É muito comum que, antes de momentos de eleição ou de grande comoção nacional, em que as pessoas estão muito mobilizadas politicamente, em termos dos valores, o conteúdo desinformativo e extremista aumente. Mas chamou a atenção da gente de fato, e a gente está tentando descobrir ainda por que, especificamente em 2025, a misoginia teve um crescimento muito alto em relação aos anos anteriores, mesmo aqueles de eleição”, ressalta Nascimento.

Sobre a alta quantidade de conteúdos em tom humorístico, o pesquisador esclarece que o humor funciona muitas vezes como uma “válvula de escape, na qual eles conseguem propagar valores e, ao mesmo tempo, rir daquilo, menosprezando a gravidade dos conteúdos postados e dos valores que estão sendo perpetrados ou veiculados com essas imagens”.


Por fim, Nascimento reforça que os conteúdos merecem a atenção das autoridades e de toda a sociedade civil para que se mobilize, para que mecanismos de detecção automatizada desse material sejam construídos, para que as plataformas estabeleçam um controle maior em relação a esse tipo de conteúdo violento que está sendo perpetrado.

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