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CPI das Criptomoedas aprova quebra de sigilo de Cauã Reymond, Marcelo Tas e Tatá Werneck

Os deputados também acataram a convocação de sócios da 123milhas e a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresa

Brasília|Isabella Macedo, da Record TV, e Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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Atores fizeram propaganda para a empresa
Atores fizeram propaganda para a empresa

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Criptomoedas da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (23), a quebra de sigilo bancário dos atores Cauã Reymond e Tatá Werneck e do apresentador Marcelo Tas. Os deputados também acataram a quebra de sigilo bancário da empresa de criptomoedas Atlas Quantum.

Os três fizeram propaganda para a firma, entre 2018 e 2019. A CPI pediu acesso aos contratos e aos dados do pagador relativos às campanhas feitas. "Visando ao esclarecimento dos ilícitos praticados pela empresa Atlas Quantum, bem como o possível envolvimento dos senhores Cauã Reymond Marques e Marcelo Tristão Athayde de Souza e da senhora Talita Werneck Arguelhes, faz-se necessária a quebra do sigilo bancário. Além disso, também se faz necessário acesso aos contratos firmados, a fim de esclarecer a efetiva participação destes nas fraudes perpetradas pela Atlas Quantum, bem como seu conhecimento acerca das irregularidades que envolvem a empresa", diz o requerimento. 


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Apresentador também fez publicidade para a empresa
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Ainda na sessão desta quarta, os parlamentares aprovaram a convocação do ex-deputado estadual Arthur do Val (União Brasil-SP), como investigado, para esclarecer seu suposto envolvimento em investimentos fraudulentos em criptomoedas da companhia Atlas Quantum. Em 2018, ele recomendou a empresa a seguidores por meio de uma publicação nas redes sociais.

123milhas

A CPI também aprovou a convocação, como testemunhas, dos sócios-administradores da 123milhas, Ramiro Júlio Soares Madureira e Augusto Júlio Soares Madureira. Os deputados querem explicações sobre a suspensão da emissão de passagens já compradas por clientes.


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O rompimento dos sigilos bancário e fiscal dos empresários e da 123milhas foi aprovado pelo colegiado. A Novum Investimentos Participações, empresa sócia da agência de viagens, também teve a quebra dos sigilos bancário e fiscal acatada, assim como a sócia e administradora Cristiane Soares Madureira do Nascimento.

O R7 tenta contato com as respectivas defesas dos citados.


Entenda

A Atlas Quantum é acusada de ter dado um golpe de cerca de R$ 7 bilhões em aproximadamente 200 mil investidores. Segundo a CPI, o esquema se caracteriza como uma pirâmide financeira. 

A empresa foi fundada em 2018, em São Paulo. A Atlas usava um suposto "robô de arbitragem", chamado Quantum, que seria capaz de fazer operações de compra e venda de bitcoins automaticamente, sempre com lucro.

Em 2019, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Ministério da Fazenda, determinou a suspensão dos serviços com o robô. No mesmo ano, a empresa parou de pagar os resgates aos investidores.

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