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Defesa de Bolsonaro pede prorrogação da prisão domiciliar

Prazo do benefício concedido ao ex-presidente acaba nesta quinta-feira; decisão está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa de Jair Bolsonaro solicitou a prorrogação da prisão domiciliar humanitária ao STF.
  • O pedido foi feito devido ao estado de saúde do ex-presidente, que requer acompanhamento médico contínuo.
  • Relatórios médicos indicam que Bolsonaro precisa de medicações contínuas e monitoramento devido a riscos de saúde.
  • A defesa afirma que as medidas restritivas foram cumpridas sem irregularidades.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo a defesa, a prisão domiciliar se faz necessária por conta da saúde de Bolsonaro Lula Marques/Agência Brasil – Arquivo

A defesa de Jair Bolsonaro protocolou um pedido de prorrogação da prisão domiciliar humanitária. O benefício, concedido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, teve duração de 90 dias, com encerramento do prazo nesta quinta-feira (25).

Para justificar a extensão do prazo, o advogado Paulo Cunha Bueno citou o estado de saúde do ex-presidente: “O quadro clínico permanece demandando acompanhamento especializado e avaliação médica contínua, inexistindo conclusão técnica no sentido de que tenham sido integralmente superados os fatores que justificaram a concessão do regime humanitário”.


Segundo o advogado, o relatório mais recente da equipe médica destaca que “o paciente permanece dependente de medicações de uso contínuo e de doses elevadas de fármacos com ação sobre o sistema nervoso central, circunstância que exige monitorização clínica regular em razão dos potenciais efeitos sobre cognição, equilíbrio e risco de quedas”.

Por fim, o representante de Bolsonaro reforça a permanência das condições que sustentaram o pedido original - deferido há três meses - e defende que as medidas restritivas impostas por Moraes foram cumpridas na íntegra.


Pena

O ex-presidente cumpre uma condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e comando de organização criminosa.

Antes de receber o direito ao regime domiciliar temporário, ele estava preso no 19° Batalhão da Polícia Militar, ala conhecida como “Papudinha”, localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

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