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Defesa de Vorcaro finaliza delação premiada e entrega proposta à PF e à PGR

Banqueiro deverá oferecer informações verdadeiras, verificáveis e úteis, capazes de contribuir com investigações sobre o caso Master

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa de Daniel Vorcaro finalizou proposta de colaboração premiada e pretende se reunir com a PF e a PGR.
  • As negociações começaram em março com a assinatura de um termo de confidencialidade.
  • O ministro André Mendonça não garantirá a homologação automática do acordo.
  • Vorcaro deve apresentar informações verificáveis que ajudem nas investigações, para ter recompensas legais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dono do Banco Master, empresário Daniel Vorcaro iniciou negociações para delação em março último Banco Master/Reprodução – Arquivo

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, finalizou a proposta de delação premiada e pedirá uma reunião com a PF (Polícia Federal) e com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Os advogados dele esperam que o encontro ocorra ainda esta semana.

Em março, Vorcaro iniciou as negociações para fechar o acordo de colaboração. O primeiro passo envolveu a assinatura de um termo de confidencialidade com a PGR, para eventual delação sobre as operações investigadas do Banco Master.


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Relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro André Mendonça não deve garantir a homologação automática de um possível acordo.

Caso o banqueiro decida por esse caminho, contudo, ele terá de oferecer informações verdadeiras e verificáveis, capazes de contribuir concretamente para o avanço das investigações — não bastará, por exemplo, fornecer apenas relatos genéricos.


A lei sobre esse instrumento prevê uma série de possíveis recompensas jurídicas, que variam conforme o grau de utilidade da colaboração. Entre elas há possibilidade de redução de pena, de substituição dela por medidas restritivas de direitos ou, em casos mais extremos, até o perdão judicial.

Relembre o caso

O Banco Master, controlado por Vorcaro, entrou na mira das autoridades após apresentar crescimento acelerado no mercado financeiro. A instituição oferecia investimentos em CDBs (Certificado de Depósito Bancário) com rentabilidade acima da média, em uma estratégia associada a maior exposição a riscos.


Dados das investigações apontam um cenário crítico no fim de 2025: cerca de R$ 80 bilhões em ativos e um caixa de R$ 4 milhões. As suspeitas que recaem sobre o banco envolvem o uso de empresas de fachada, triangulação e criação de carteiras fictícias.

Relatórios da PF indicaram, ainda, um desvio de aproximadamente R$ 11,5 bilhões, entre 2023 e 2024. Apurações da PF e do BC (Banco Central) revelaram impactos organizacionais, além do problema financeiro, os quais se estenderam para outras instituições financeiras.


Entre elas, algumas eram operadas pelo próprio Master — que acabaram liquidadas pelo BC — e outras eram organizações públicas, como o BRB (Banco de Brasília) e institutos que geriam recursos da previdência de servidores.

Diante desse cenário, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em 18 de novembro de 2025, por detectar “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do SFN (Sistema Financeiro Nacional).

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