Destaques da semana: Do Val na PF, Lula na Bélgica, renegociação de dívida e novo ministro do Turismo
Presidente chegou ao país europeu neste domingo e fará reuniões bilaterais com chefes da Áustria, da Suécia e de Barbados
Brasília|Do R7, em Brasília

Os compromissos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bélgica, nesta segunda-feira (17), serão no fórum empresarial e na sessão de abertura da Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e União Europeia. Entre as discussões que ocorrerão entre os blocos estão mudança do clima, comércio e desenvolvimento sustentável, inclusão social, recuperação econômica pós-pandemia, transição energética, transformação digital justa e inclusiva e migrações.
Lula desembarcou no país europeu neste domingo (16). Os compromissos do presidente ainda se estendem a reuniões bilaterais com demais chefes de Estado. São eles: o rei Filipe e o primeiro-ministro Alexander de Croo, ambos da Bélgica; o chefe de governo da Áustria, Karl Nehammer; o primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson; e a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley.
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Foram convidados para a Cúpula em Bruxelas todos os 33 presidentes de países da América Latina e Caribe e os seus 27 homólogos europeus, totalizando 60 nações. Os líderes dessas duas regiões não se reuniam desde 2015.
O retorno à Celac foi o primeiro ato de política externa de Lula desde que assumiu seu terceiro mandato à frente do Palácio do Planalto. A medida foi comunicada aos demais países do bloco em janeiro deste ano. O Brasil havia saído desse fórum em 2019, na gestão de Jair Bolsonaro (PL).
Início do Desenrola
O Desenrola, programa de renegociação de pequenas dívidas, inicia as operações nesta segunda (17). Nesta primeira fase de implementação, a autorização vale para a Faixa 2 do programa, que atende pessoas com renda mensal de até R$ 20 mil.
Essa faixa contempla dívidas inscritas até 31 de dezembro de 2022 e que continuam ativas. O devedor terá prazo mínimo de 12 meses para o pagamento. Segundo o governo, cerca de 30 milhões de pessoas serão beneficiadas nesta faixa. As renegociações poderão ser feitas diretamente entre os clientes e as instituições financeiras em que os débitos existem.
O processo de renegociação da dívida vai ocorrer em uma plataforma em que credores apresentam os descontos. Os devedores, por sua vez, utilizarão o sistema para aceitar o refinanciamento e as condições de parcelamento e pagamento.
Novo ministro do Turismo

Esta segunda (17) marca o início da primeira semana de trabalho do deputado federal Celso Sabino (União-PA) como ministro do Turismo. A nomeação do parlamentar no comando da pasta foi publicada no Diário Oficial da União da sexta (14). Ele assume o cargo no lugar de Daniela Carneiro, que volta para a Câmara dos Deputados.
Sabino foi convidado por Lula para assumir o Turismo em uma reunião realizada na última quinta (13), em Brasília. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que o convite foi aceito. Nas redes sociais, o novo ministro disse que assume a pasta com "responsabilidade, disposição e vontade de fazer".
A substituição no comando do Turismo já era dada como certa havia cerca de um mês. Atualmente, o União Brasil lidera também os ministérios das Comunicações (Juscelino Filho) e do Desenvolvimento Regional (Waldez Góes). O partido vem pleiteando outros cargos, como a direção da Embratur e dos Correios. No entanto, ainda não há definição sobre trocas nesses órgãos.
Marcos do Val presta novo depoimento

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) vai prestar um novo depoimento à Polícia Federal na quarta (19). A oitiva faz parte do mesmo inquérito em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ouvido na última quarta (12). A informação foi confirmada pelo R7.
A investigação apura um suposto plano de golpe de Estado, em que o parlamentar teria dito que gravaria conversas com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes a pedido do ex-deputado Daniel Silveira.
Na noite de 1º de fevereiro deste ano, o senador participou de uma live nas redes sociais e acusou Bolsonaro de tê-lo coagido a ajudar a orquestrar o suposto golpe. O ex-presidente, por sua vez, afirmou em depoimento que não participou do plano para gravar Moraes.















