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Em depoimento à PF, Jordy nega acusações de incitação a atos extremistas

Endereços ligados ao parlamentar no Rio de Janeiro e no DF foram alvos de busca e apreensão na 24ª fase da Operação Lesa Pátria

Brasília|Gabriela Coelho e Bruna Lima, do R7, em Brasília

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Deputado Carlos Jordy foi alvo de ação da PF
Deputado Carlos Jordy foi alvo de ação da PF Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Em depoimento à Polícia Federal, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) respondeu às perguntas feitas e negou incitar qualquer tipo de ato antidemocrático e participar dos acampamentos montados em frente aos quarteis generais para reivindicar as Forças Armadas contra o resultado das eleições de 2022.

Endereços ligados a Jordy no Rio de Janeiro e no Distrito Federal foram alvos de busca e apreensão na 24ª fase da Operação Lesa Pátria. Na capital, os agentes foram até o gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados.


Na chegada à superintendência da PF, disse que sabe de ninguém, não conhece ninguém que esteve no 8 de Janeiro, "não conheço uma pessoa, amigo, pessoa que estivesse no WhatsApp". 

Jordy disse ainda que a ação desta quinta-feira se trata de uma ação política. “Acho que é pesca probatória. Isso que eles têm feito muito. Fazem diligência, busca e apreensão, para tentar encontrar alguma outra coisa para nos acusar. É uma pesca probatória que, óbvio, tem um viés político, tem a questão da minha pré candidatura a prefeito de Niterói. Não tenho nada que possa me incriminar com relação ao 8 de janeiro", afirmou. 


Em um vídeo postado nas redes sociais, o deputado relata que dormia com a filha e a mulher quando foi acordado às 6h. "Em momento algum do 8 de Janeiro incitei ou falei para as pessoas que aquilo era correto. Pelo contrário, nunca apoiei nenhum tipo de ato, tanto anterior ou depois do 8 de Janeiro", afirmou.

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A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou favorável à operação de busca e apreensão. O R7 apurou que o parecer foi concedido em 12 de dezembro e foi assinado pelo procurador Carlos Frederico no âmbito do inquérito dos atos antidemocráticos do dia 8/1, pedido pela própria PGR.

Em decisão que mirou o deputado, o ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, citou que a democracia brasileira "não será abalada, muito menos destruída, por criminosos terroristas". A decisão é do dia 4 de janeiro, e a operação da Polícia Federal ocorreu nesta quinta-feira (18).

"A defesa da democracia e das instituições é inegociável, pois, como ainda lembrado pelo grande primeiro-ministro inglês, 'construir pode ser a tarefa lenta e difícil de anos. Destruir pode ser o ato impulsivo de um único dia'", declara na decisão.

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