Entidades empresariais pedem mais tempo para Brasil e EUA negociarem tarifaço de Trump
Carta defende ampliação das negociações para evitar novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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Entidades que representam os setores produtivos do Brasil e dos Estados Unidos defenderam que os dois governos ampliem as negociações comerciais para evitar a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano. Em carta enviada nesta quinta-feira (9), a Amcham Brasil, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a U.S. Chamber of Commerce afirmam que o diálogo deve prevalecer sobre medidas tarifárias.
No documento, as entidades destacam que a retomada das negociações entre Brasília e Washington representa uma oportunidade para fortalecer a parceria econômica entre os dois países e defendem que sejam buscados acordos de curto prazo para solucionar as investigações conduzidas pelos Estados Unidos com base na Seção 301, evitando a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.
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Como parte da proposta, as entidades sugerem ampliar o acesso a mercados para produtos industriais, aprofundar a cooperação regulatória em setores como o automotivo e o farmacêutico, estender a moratória da OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre tarifas em transmissões eletrônicas, acelerar o exame de patentes no Brasil, fortalecer o combate à pirataria e ampliar a cooperação em minerais críticos. Também defendem a implementação integral do Protocolo Anticorrupção do ATEC.
A carta propõe ainda uma segunda etapa de negociações, com a ampliação da agenda bilateral para temas como economia digital, comércio eletrônico, segurança energética, inovação, descarbonização industrial, agricultura, produtos farmacêuticos e equipamentos médicos. Segundo as entidades, uma abordagem gradual pode fortalecer a confiança entre os dois países e impulsionar investimentos e competitividade.
Na avaliação das organizações, a solução negociada tende a produzir resultados mais duradouros do que a imposição de tarifas, além de evitar impactos negativos para empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros e norte-americanos. As entidades também colocaram suas equipes à disposição para contribuir com as discussões entre os governos.
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