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Entre 30 comissões na Câmara, apenas 6 têm presidência ocupadas por mulheres

Número representa 20% das cadeiras de comando entre colegiados; dois locais ainda precisam decidir nomes

Brasília|Lis Cappi, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Na comissão das Mulheres, Célia Xakriabá é uma das seis deputadas eleitas para presidência de colegiados Antonio Araújo/Câmara dos Deputados - 19.03.2025

Entre as 30 comissões permanentes da Câmara, apenas 6 estão com mulheres na presidência. As escolhas para comandos de colegiados foram iniciadas na última semana e mantiveram a predominância masculina na condução dos trabalhos para o ano. Deputadas ocupam o equivalente a 20% do espaço.

A fatia ainda não leva em conta o futuro comando de dois colegiados: as comissões de Administração e Serviço Público e de Desenvolvimento Urbano ainda vão eleger a presidência, em decisões que devem ser confirmadas nesta semana. No ano passado, os dois locais foram coordenados por homens.

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Até o momento, a quantidade de deputadas em presidências é maior do que o alcançado em 2024, quando cinco mulheres foram eleitas para o comando de colegiados. Mas a quantidade não alcançou o patamar recorde de 2021, que teve sete mulheres na figura de liderança.

Os dados compilados pela SGM (Secretaria-Geral da Mesa) mostram que o ano foi o melhor em representação desde 2003. A comparação também destaca o período de 2022, quando apenas duas mulheres foram presidentes de comissões.

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Neste ano, os locais que contam com deputadas na presidência passam pela própria Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, que elegeu a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG). Ela é a primeira indígena a chegar ao cargo e tem entre prioridades anunciadas o combate ao feminicídio e o efeito das mudanças climáticas para a economia de mulheres agricultoras e quilombolas.

Os outros colegiados ocupados por mulheres são:

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  • Meio Ambiente - elegeu a deputada Elcione Barbalho (MDB-PA), que já comandou outros colegiados como o da Mulher. A deputada é mãe do governador do Pará, Helder Barbalho, e promete uma gestão ligada à defesa ambiental. O colegiado terá destaque pela realização da COP30, prevista para novembro em Belém.
  • Esporte - elegeu a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e terá, pela primeira vez, uma mulher no comando do colegiado. A deputada prevê debates atuais ligados à área, como a questão racial e discussões ligadas às apostas esportivas.
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  • Cultura - será conduzida pela deputada Denise Pêssoa (PT-RS), que indica a discussão do Plano Nacional de Cultura como destaque em 2025.
  • Integração e Desenvolvimento Regional - será conduzida pela primeira mulher eleita deputada federal por Sergipe, Yandra Moura (União). A deputada é também a primeira nordestina no colegiado e defende ações contra desigualdade regional e mais infraestrutura.
  • Amazônia e Povos Originários e Tradicionais - sob comando de Dandara (PT-MG), a deputada destaca ações voltadas à COP30, a favor de comunidades tradicionais e pela preservação ambiental.

Raio-x do Congresso

Cada vez mais mulheres são eleitas para cargos políticos, mas a representatividade do público feminino ainda é baixa se comparada à realidade do país. Maioria da população brasileira (51,5% dos habitantes), segundo o Censo de 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres ocupam apenas 18% das cadeiras da Câmara dos Deputados (91 de 513). No Senado, o número é um pouco maior, com uma representação de 19,75% (16 de 81).

O número alcançado por deputadas federais nas últimas eleições é um avanço se comparado a anos anteriores. Em 2022, 91 foram eleitas para a Câmara, contra 77 em 2018 e 51 em 2014.

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