Escritório da esposa de Moraes recebeu R$ 80 milhões do Master em dois anos
Pagamentos constam na declaração de Imposto de Renda da instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro
Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo
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Informações da Receita Federal apontam o pagamento de R$ 80,2 milhões pelo Banco Master ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Os pagamentos constam na declaração de Imposto de Renda da instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro, liquidada pelo Banco Central, enviada à CPI do Crime Organizado, do Senado.
Em nota, o escritório afirmou que “não confirma essas informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos”. Os valores declarados confirmam a relação comercial do Master com a mulher de Moraes por meio do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia.
Segundo os documentos obtidos pela CPI, o Master fez 22 pagamentos de R$ 3.646.529,72, entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação do banco.
Viagens em aviões do Vorcaro
Além do recebimento da quantia, surgiram alegações de que Moraes e Viviane pegaram ao menos oito voos em aeronaves particulares de uma empresa ligada a Vorcaro entre maio e outubro de 2025.
Documentos da CPI do Crime Organizado, da Aeronáutica e de empresas de táxi aéreo, indicam que Moraes viajou de Brasília para São Paulo em agosto de 2025 em um avião de empresa da qual Vorcaro era sócio.
No dia seguinte à viagem, ele teria se reunido com o banqueiro, segundo mensagem de Vorcaro enviada a então namorada, Martha Graeff, na ocasião.
O ministro negou as acusações e classificou as supostas viagens como “ilações”. “As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas. O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, declarou.
O texto, contudo, não fez comentários sobre voos em aeronaves que pertencem à empresa que era de Vorcaro. A equipe do ministro não se manifestou sobre o voo no dia anterior a uma reunião com o dono do Master.
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