Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Fachin repudia relatório da CPI do Crime e diz que comissões devem respeitar limites

Segundo o presidente do Supremo, desvios de finalidade enfraquecem os pilares democráticos

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Luiz Edson Fachin, presidente do STF, repudia o relatório da CPI do Crime Organizado que propunha o indiciamento de ministros da Corte.
  • Fachin afirma que as comissões devem atuar dentro dos limites constitucionais para preservar a democracia.
  • A CPI rejeitou o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira, com um placar de 6 votos contrários e 4 a favor.
  • O relatório sugeria indiciamento de diversos ministros do STF, mas enfrentou forte oposição no Supremo e entre aliados do governo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo Fachin, desvios de finalidade enfraquecem os pilares democráticos e ameaçam os direitos Ton Molina/STF - 23.05.2025

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Edson Fachin, repudiou o relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado para indiciar ministros da Corte.

Em nota, Fachin disse que é uma garantia fundamental da democracia o exercício das Comissões Parlamentares de Inquérito, nos limites constitucionais.


Entretanto, segundo Fachin, desvios de finalidade enfraquecem os pilares democráticos e ameaçam os direitos fundamentais de qualquer cidadão.

“Ninguém está acima da lei, e os direitos fundamentais prescritos na Constituição devem ser integralmente observados. A independência do Poder Legislativo deve ser preservada na apuração de fatos, sempre com responsabilidade e pertinência”, disse.


Rejeição

Na noite desta terça-feira (14), a CPI do Crime Organizado rejeitou relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A derrota ao conteúdo foi confirmada em um placar de 6 contrários e 4 a favor, e se deu depois de uma atuação do governo para trocar nomes da CPI.

A condução se deu para rejeitar o pedido de indiciamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de três ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.


Vieira considerou que os magistrados deveriam responder por crimes de responsabilidade e tiveram condutas incompatíveis com as funções que exercem. Mas a posição acabou rejeitada.

O texto chegou a ser defendido por oposicionistas. Mas foi duramente criticado no Supremo e por parlamentares da base do governo Lula.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.