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Ex-ministro Silvio Almeida presta depoimento à PF nesta terça-feira sobre denúncias de assédio

Interrogatório está marcado para as 14h e será feito na sede da Polícia Federal em Brasília

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Silvio Almeida foi demitido após denúncias de assédio sexual
Silvio Almeida foi demitido após denúncias de assédio sexual Antônio Cruz/Agência Brasil

A Polícia Federal marcou para esta terça-feira (25) o depoimento do ex-ministro de Direitos Humanos Silvio Almeida. O interrogatório está marcado para as 14h na sede da PF no Distrito Federal.

A defesa já havia pedido para adiar o depoimento porque não foi dado acesso à íntegra das oitivas realizadas, apenas transcrições.


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Almeida é investigado por suspeita de assédio e importunação sexual. No início da semana, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça atendeu pedido da Polícia Federal e prorrogou o inquérito sobre o caso.

O ex-ministro saiu do governo em setembro do ano passado após denúncias de diversas mulheres virem à tona por meio da ONG Me Too, entre elas a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. O ex-ministro nega as acusações.


Na época, o presidente Lula disse que, diante das acusações, era insustentável a permanência dele no governo. Com a demissão dele, a pasta passou a ser comandada pela professora Macaé Evaristo.

No sábado (15), Silvio Almeida voltou às redes sociais e disse que vai retomar seus projetos.


“Eu estou vivo, continuo indignado e não quero compaixão e nem segunda chance. Eu quero justiça”, afirmou. Na publicação, ele se diz injustiçado. “Nestes últimos meses, tentaram me fazer esquecer quem eu realmente sou, quem eu fui e quem eu sempre quis ser. Tentaram apagar trinta anos de trabalho sério, de dedicação e de muita renúncia”, escreveu.

‘Já fiz o que tinha que fazer’

Em entrevista ao programa JR ENTREVISTA, exibido pela RECORD NEWS, na quarta-feira (19), a ministra Anielle Franco comentou sobre o caso de Silvio e disse que fez “o que tinha que fazer” e que não é ela que tem que “estar ali sendo questionada”.


“Já fiz o meu depoimento. Falei assim que o caso veio à tona que ia colaborar com as investigações, e agora eu sigo, porque eu acho que vale lembrar que, nisso tudo, eu fui a vítima, né? Não sou eu que tenho que estar ali sendo questionada ou as pessoas vindo perguntar. A mim não cabe mais nada, o que eu tinha que fazer, eu já fiz”, afirmou.

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